Galípolo avalia continuidade da desvalorização do dólar diante de aversão ao risco
Presidente do Banco Central destaca vantagens competitivas do Brasil e ressalta importância da harmonia entre políticas fiscal e monetária
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira, 11, que ainda é necessário observar se a tendência de desvalorização do dólar, impulsionada pela aversão ao risco, irá se manter. A declaração foi feita durante participação na CEO Conference Brasil 2026, promovida pelo BTG Pactual em São Paulo.
Em sua análise, Galípolo destacou que, até o momento, o risco baixista para a inflação dos países emergentes, decorrente da condução da política econômica dos Estados Unidos, está se concretizando. "Acho que essa materialização desse risco vem colaborando nesse sentido, em um cenário menos adverso para os países emergentes", avaliou.
O presidente do BC voltou a reforçar a necessidade de o Brasil apresentar ao mundo suas vantagens competitivas. "As questões estruturais me parecem que estão relativamente colocadas para o Brasil. O Brasil tem uma série de vantagens competitivas que são as mais difíceis de se ter. É um momento meio criança esperança aqui: 'Depende de nós'. Acho que está dependendo de nós conseguirmos fazer esses movimentos para que consigamos nos apresentar para o mundo como um polo de atração de investimento privado, com as vantagens que temos para conseguirmos oferecer ganhos de produtividade", afirmou.
Galípolo também ressaltou o trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em busca da harmonização entre as políticas fiscal e monetária. Segundo ele, Haddad tem defendido essa integração desde o início e vem se empenhando para alcançá-la. "Não é algo simples de ser feito, não é algo que você vai conseguir do dia para a noite, mas existem, sim, essas vantagens competitivas que o Brasil tem e que são importantes em um momento como este", concluiu.