SAÚDE PÚBLICA

SUS inicia transição para insulina moderna de dose única diária

Nova insulina glargina promete maior comodidade, eficiência e segurança para pacientes com diabetes atendidos pelo SUS.

Publicado em 11/02/2026 às 12:05
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Ministério da Saúde deu início ao processo de substituição da insulina humana (NPH) pela insulina análoga de ação prolongada, conhecida como glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo medicamento oferece duração de até 24 horas no organismo e requer apenas uma aplicação diária. No setor privado, o custo do tratamento pode chegar a R$ 250 por dois meses.

A transição começou na última sexta-feira, 6, e será realizada de forma gradual. O projeto piloto contempla os estados do Amapá, Paraná, Paraíba e o Distrito Federal, beneficiando crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A expectativa é de que mais de 50 mil pessoas sejam atendidas nesta primeira etapa.

De acordo com o Ministério da Saúde, a escolha das regiões levou em conta critérios de representatividade regional e capacidade de implementação. Profissionais da Atenção Primária dessas localidades estão recebendo treinamentos específicos para o uso correto das canetas aplicadoras e administração adequada do medicamento.

No futuro, está prevista uma avaliação dos resultados do projeto para definir o cronograma de expansão para os demais estados.

Produção nacional

Uma parceria entre o laboratório público Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a empresa brasileira Biomm e a chinesa Gan & Lee permitirá a transferência da tecnologia de produção da glargina para o Brasil.

Em 2025, a colaboração resultou na entrega de mais de 6 milhões de unidades do medicamento, com investimento de R$ 131 milhões. A previsão é de que, até o fim de 2026, a capacidade de produção alcance 36 milhões de doses.

“Depois de duas décadas, o Brasil voltou a produzir insulina no País. Isso traz garantia e segurança para os pacientes”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em comunicado à imprensa. “A expansão da oferta de tratamentos para diabetes no SUS é um exemplo concreto da importância do fortalecimento do nosso complexo industrial.”

Além da insulina análoga de ação prolongada, o SUS oferece gratuitamente três tipos de insulina: humana NPH, regular e análoga de ação rápida. Também estão disponíveis medicamentos orais para o tratamento do diabetes.