POLÍTICA MONETÁRIA

Dirigente do Fed defende juros 'um tanto restritivos' com inflação ainda perto de 3%

Jeffrey Schmid, do Fed de Kansas City, alerta para riscos de cortes prematuros nos juros diante de inflação acima da meta.

Publicado em 11/02/2026 às 12:28
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O presidente do Federal Reserve (Fed), de Kansas City, Jeffrey Schmid, afirmou durante o Fórum Econômico de Albuquerque que, diante da inflação ainda elevada, os dados indicam que a demanda segue superando a oferta em boa parte da economia. Segundo ele, com a inflação mais próxima de 3% do que da meta de 2%, é apropriado manter uma postura 'um tanto restritiva' para a política monetária.

Schmid argumentou que juros restritivos podem ajudar a moderar o avanço da demanda, dando tempo para que a oferta se ajuste e reduza as pressões inflacionárias.

O dirigente destacou ainda que não observa 'muitos indícios de contenção econômica', já que o Produto Interno Bruto (PIB) cresce acima da tendência e a inflação permanece elevada. Por isso, apoiou a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) de manter as taxas inalteradas em janeiro.

Schmid alertou que cortes adicionais de juros trazem o risco de prolongar a inflação acima da meta. "Cortes adicionais de juros trazem o risco de permitir que a inflação elevada persista por ainda mais tempo", afirmou.

Para ele, não se pode presumir que choques de preços sejam temporários por natureza. "Um choque de preços é, em última instância, transitório em razão das ações do Fed, e não por alguma dinâmica interna independente do banco central", disse, defendendo que é a atuação da autoridade monetária que determina se as pressões serão passageiras ou persistentes.

O presidente da distrital de Kansas City reforçou que o Fed deve permanecer focado em sua meta de inflação. "Devemos permanecer focados em nosso objetivo de inflação cheia", afirmou, acrescentando que, caso contrário, há "um risco real de que a inflação fique presa mais perto de 3% do que de 2% no longo prazo".