Discord anuncia novas regras para segurança de usuários adolescentes
Plataformas reforçam proteção de crianças e adolescentes em redes sociais
A plataforma Discord anunciou que vai ampliar, a partir de março, as ferramentas de segurança para adolescentes em todo o mundo. Entre as novidades estão ajustes mais rígidos de comunicação, áreas com acesso restrito por idade, maior proteção à privacidade e verificação etária por foto, entre outras medidas.
Com as novas regras, adolescentes acima de 13 anos – tanto novos usuários quanto os já cadastrados – precisarão comprovar a idade para acessar determinadas áreas e modificar configurações. O sistema do Discord também será capaz de identificar adultos, evitando a necessidade de reafirmação da idade a cada acesso.
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Os menores poderão escolher o tipo de verificação: identificação facial por foto ou envio de documento que comprove a idade, sendo este descartado após o uso.
Com o novo sistema, ao realizar a verificação etária, o Discord irá ajustar o conteúdo conforme a idade do adolescente.
Além dessas medidas, a plataforma anunciou a criação do Conselho de Adolescentes, composto por 10 a 12 jovens que irão opinar e sugerir ações futuras para a empresa.
Youtube e Roblox
O Discord se junta a outras redes que reforçaram a segurança para crianças e adolescentes. Em janeiro, o Youtube passou a utilizar inteligência artificial para identificar usuários menores em países como Brasil e Austrália, além de já adotar a medida em parte da Europa.
Já o Roblox, popular plataforma de jogos online, também implementou, em janeiro, novas exigências de comprovação de idade para uso do chat, o que gerou protestos entre crianças usuárias.
Todas essas mudanças acontecem em meio a debates globais sobre a segurança de crianças e adolescentes nas redes sociais.
Em dezembro, a Austrália proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A Nova Zelândia avalia medida semelhante. França, Dinamarca, Noruega, Espanha e outros países também impuseram restrições para este público.
No Brasil, não há previsão de proibição do uso de redes sociais, mas o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) determina que lojas de aplicativos e plataformas são responsáveis pela segurança dos menores.