Abecs: pagamentos recorrentes com cartões crescem 34% em 2025, a R$ 141,9 bi
Assinaturas e pagamentos por aproximação impulsionam avanço dos cartões, destaca associação do setor
O volume de pagamentos recorrentes com cartão no Brasil registrou alta de 34% em 2025, alcançando R$ 141,9 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O crescimento acompanha a expansão de serviços por assinatura, como plataformas de streaming, que utilizam a cobrança automática para facilitar o acesso dos consumidores.
“Cada vez mais os meios de pagamentos eletrônicos se tornam um grande instrumento de comodidade para que o portador permita a cobrança automática”, afirmou Giancarlo Greco, presidente da Abecs, durante coletiva de imprensa sobre os resultados do setor.
Outra modalidade em destaque é o Tap on Phone, que permite transformar o celular em uma maquininha de cartão por meio da tecnologia Near Field Communication (NFC). O valor transacionado por essa solução saltou 241,4% em 2025, atingindo R$ 78 bilhões. Apenas no quarto trimestre, foram movimentados R$ 25 bilhões, um aumento de 180% em relação ao mesmo período do ano anterior. “Esse número deve crescer. Quase todos os credenciadores já têm algo desenvolvido para oferecer essa modalidade a seus clientes”, ressaltou Greco.
Os pagamentos por aproximação somaram R$ 1,9 trilhão em 2025, representando uma expansão de 31% sobre 2024, conforme a Abecs. Os cartões de crédito lideraram essa tendência, com crescimento de 35,4% e movimentação de R$ 1,1 trilhão. Cartões de débito responderam por R$ 520,7 bilhões (alta de 30,8%), enquanto cartões pré-pagos movimentaram R$ 282,4 bilhões, avanço de 16,5%.
No exterior, os gastos de brasileiros com cartões totalizaram US$ 18 bilhões em 2025, um aumento anual de 14%. Em reais, o valor equivale a R$ 100,7 bilhões, alta de 17,8% segundo a entidade.
Europa e Estados Unidos seguem como os destinos com maior valor transacionado: R$ 45,8 bilhões e R$ 33,1 bilhões, respectivamente. Nas Américas (exceto EUA), o indicador ficou em R$ 11,1 bilhões, seguido por Ásia (R$ 5,7 bilhões), Oceania (R$ 4 bilhões) e África (R$ 716,3 milhões).