JUSTIÇA INTERNACIONAL

Itália inicia julgamento de extradição de Carla Zambelli, mas audiência é suspensa

Tribunal italiano interrompe sessão após manifestações do Ministério Público e defesa; ex-deputada aguarda decisão

Publicado em 11/02/2026 às 13:25
Corte de Roma avalia pedido de extradição de Zambelli, presa após condenação no STF.

A Corte de Apelação de Roma iniciou nesta quarta-feira (11) o julgamento sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, mas a audiência foi suspensa após manifestações do Ministério Público italiano e de um dos advogados de defesa. A expectativa é que o julgamento seja retomado na quinta-feira (12).

Zambelli está detida na Itália desde 29 de julho, país para onde viajou após ser condenada à prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na próxima sessão, devem se manifestar o representante do governo brasileiro e mais um advogado da ex-parlamentar.

Segundo as investigações, Zambelli, que possui passaporte italiano, deixou o Brasil dias antes de se esgotarem os recursos contra sua sentença de dez anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime ocorrido em 2023 e atribuído a seu comando.

O julgamento da extradição, solicitada pelo Brasil por determinação do STF, já foi adiado pelo tribunal italiano em dezembro e janeiro, devido à necessidade de análise adicional de documentos.

Na terça-feira (10), a Justiça italiana negou pedido da defesa para substituir os juízes do caso, sob alegação de parcialidade.

Desde que deixou o Brasil, Zambelli também foi condenada novamente pelo STF, desta vez por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, relacionados ao episódio em que perseguiu um homem armada nas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.

Ao solicitar a extradição, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos, afirmou que o presídio brasileiro onde Zambelli cumprirá pena atende aos padrões de salubridade, segurança e assistência às detentas, além de oferecer atendimento médico e cursos técnicos. O ministro também ressaltou que nunca houve rebelião na unidade penitenciária.

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