Associações de juízes pedem ao STF manutenção de benefícios suspensos por Flávio Dino
Entidades do Judiciário e Ministério Público defendem legalidade dos chamados penduricalhos
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu nesta quarta-feira (11) um pedido de associações que representam juízes, promotores, defensores públicos e membros de tribunais de contas para manter o pagamento dos chamados penduricalhos, suspensos por determinação do ministro Flávio Dino.
O pedido foi apresentado por 11 entidades, que também solicitaram participação no processo. Entre elas estão a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).
Notícias relacionadas:
- TJSP vai ao STF para anular decisão que suspende penduricalhos ilegais.
- Decisão de Flávio Dino sobre penduricalhos foi "feliz", diz Hugo Motta.
- STF marca para 25 de fevereiro julgamento sobre penduricalhos.
Na semana passada, Flávio Dino concedeu liminar determinando que verbas indenizatórias sem respaldo legal sejam suspensas em até 60 dias nos Três Poderes. Os chamados penduricalhos são benefícios financeiros concedidos a servidores públicos que extrapolam o teto constitucional de remuneração, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.
Segundo as entidades, todos os pagamentos feitos pelo Judiciário e Ministério Público estão previstos em lei ou em normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
“Está a se impor, no ponto, o acolhimento dos presentes embargos de declaração para, verificando que não tem havido pagamento à magistratura sem autorização prévia do CNJ, deixe de ser exigido dos tribunais a revisão dos atos normativos que concretizam os pagamentos previstos em lei”, argumentam as associações.
Mais cedo, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) também defendeu no STF a manutenção dos penduricalhos.
O plenário do Supremo marcou para 25 de fevereiro o julgamento definitivo da decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento desses benefícios.