POLÍTICA INTERNACIONAL

Câmara dos EUA aprova reversão de tarifas de Trump contra o Canadá

Votação bipartidária desafia política comercial de Trump, mas medida ainda depende do Senado e da assinatura presidencial.

Publicado em 11/02/2026 às 21:37
Donald Trump, presidente dos EUA Reprodução

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira, 11, a reversão das tarifas impostas ao Canadá pelo então presidente Donald Trump. A decisão representa uma rara, embora em grande parte simbólica, repreensão bipartidária à agenda da Casa Branca, já que republicanos se uniram aos democratas, contrariando a liderança do próprio partido.

Com placar de 219 a 211, a votação marca uma das primeiras ocasiões em que a Câmara, sob controle republicano, desafia abertamente uma política central do presidente. A resolução aprovada visa encerrar a emergência nacional declarada por Trump para justificar as tarifas. No entanto, a efetiva reversão da medida ainda depende do apoio do próprio presidente, o que é considerado improvável. O texto segue agora para análise do Senado.

O episódio evidencia o desconforto crescente entre os parlamentares em relação à condução presidencial, especialmente às vésperas das eleições de meio de mandato, quando questões econômicas ganham destaque entre os eleitores. O Senado já havia se posicionado contra as tarifas de Trump sobre o Canadá e outros países, em sinal de descontentamento. Para que a revogação seja efetivada, ambas as casas do Congresso precisam aprovar a resolução e enviá-la para sanção – ou veto – presidencial.

Trump reagiu à votação com ameaças: "Qualquer republicano, na Câmara ou no Senado, que vote contra as TARIFAS sofrerá seriamente as consequências na época das eleições, e isso inclui as primárias! As TARIFAS nos deram Segurança Econômica e Nacional, e nenhum republicano deve ser responsável por destruir esse privilégio", publicou o ex-presidente na rede Truth pouco antes do fim da votação.

Recentemente, Trump também ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre produtos importados do Canadá, em resposta a um acordo comercial proposto entre Ottawa e Pequim.

Com informações da Associated Press.