Ministério da Defesa da Colômbia demite militar suspeito de sabotagem a encontro entre Petro e Trump
Militar é afastado em meio a reforço de operações de inteligência após ameaças contra o presidente Gustavo Petro.
O Ministério da Defesa da Colômbia determinou o reforço das operações de inteligência para investigar ameaças contra o presidente Gustavo Petro. Nesta quarta-feira (11), a pasta também anunciou o desligamento de um militar suspeito de tentar sabotar um encontro entre o líder colombiano e o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A medida cumpre ordem direta do chefe do Executivo colombiano para destituir Edwin Urrego, comandante da Polícia Nacional em Cali.
Além do caso envolvendo a tentativa de sabotagem, Petro afirmou na terça-feira (10), durante reunião com seu conselho ministerial, que passou dois dias evitando ser assassinado.
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, ordenou que as forças de segurança intensifiquem as ações de inteligência para investigar e neutralizar possíveis ameaças de morte contra o presidente.
"Ordenei à cúpula das nossas Forças Armadas e da Polícia Nacional que ative e fortaleça todas as suas capacidades de inteligência e contra-inteligência, a fim de, em coordenação com a Interpol e as organizações internacionais com as quais existem acordos de cooperação, antecipar, identificar e neutralizar qualquer ameaça que possa existir contra o Presidente da Colômbia [Gustavo Petro]", declarou Sánchez em uma rede social.
Segundo o ministro, a segurança do presidente é uma questão de Estado e "responsabilidade inabalável de todas as instituições". Petro relatou que precisou alterar recentemente sua rota habitual de viagens de helicóptero após ser informado sobre um plano para assassiná-lo, mas não forneceu mais detalhes.
Sánchez acrescentou que será criado um Conselho Conjunto de Inteligência, com o objetivo de tomar decisões estratégicas para neutralizar e investigar ameaças contra o chefe de Estado colombiano.