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Mídia: Quaest aponta Lula e Flávio Bolsonaro pressionados a reduzir rejeição para vencer disputa

Por Por Sputinik Brasil Publicado em 12/02/2026 às 05:39
© Foto / Lula Marques / Agência Brasil

Lula mantém liderança estável nas intenções de voto, mas vê sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro diminuir, enquanto o senador do PL se consolida como principal nome da oposição e acirra a disputa ao avançar entre independentes, segundo nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11).

A nova pesquisa Quaest indica um cenário de estabilidade para o governo Lula e consolida o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principal adversário do presidente na disputa presidencial. Embora Lula siga à frente em todos os cenários testados, a distância entre os dois diminuiu de forma consistente desde dezembro, especialmente no 2º turno, onde a vantagem caiu de dez para cinco pontos. A avaliação do governo também permanece praticamente inalterada, reforçando a percepção de um país dividido.

Nos cenários de 1º turno, Lula aparece sempre na liderança, variando entre 35% e 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 29% e 33%. A diferença entre ambos vai de quatro a oito pontos, dependendo da composição dos candidatos. No 2º turno, a redução da vantagem de Lula é descrita pelo diretor da Quaest, Felipe Nunes, como "residual", mas suficiente para indicar uma disputa mais apertada do que no fim de 2025, segundo o G1.

Entre os eleitores independentes — grupo decisivo e que representa cerca de um terço do eleitorado — a vantagem de Lula também encolheu. O presidente tinha 37% contra 21% de Flávio em janeiro; agora, aparece com 31%, enquanto o senador chega a 26%. A margem de erro maior nesse recorte exige cautela, mas o movimento aponta para um equilíbrio crescente entre os dois.

A ausência de Tarcísio de Freitas nos cenários testados reforçou a consolidação de Flávio Bolsonaro como principal nome da oposição. Segundo Nunes, o senador conseguiu unir o eleitorado bolsonarista e parte da direita não alinhada ao ex-presidente. Entre bolsonaristas, Flávio chega a mais de 90% das intenções de voto; entre direitistas não bolsonaristas, varia de 62% a 72%. O apoio público de Jair Bolsonaro, conhecido por 69% dos entrevistados, também fortaleceu sua posição.

A rejeição dos dois principais candidatos é praticamente idêntica: 54% para Lula e 55% para Flávio. Entre independentes, ambos registram 64%. Apesar disso, Lula mantém um potencial de voto ligeiramente maior, com 42% contra 36% do senador. Para Nunes, esse equilíbrio de rejeição reforça a perspectiva de uma eleição competitiva e polarizada.

Mesmo liderando todos os cenários, Lula enfrenta resistência significativa: 57% dos entrevistados afirmam que ele não merece um novo mandato, enquanto 39% defendem sua continuidade. Ainda assim, 55% acreditam que ele venceria uma disputa contra um membro da família Bolsonaro; sem a família na corrida, 49% apostam em vitória do presidente e 40% em um nome da oposição.

A pesquisa também revela um país dividido em relação ao futuro político: 44% temem a volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 41% temem a reeleição de Lula. Para a Quaest, essa variável — o "medo do outro lado" — continua sendo um dos fatores mais determinantes na dinâmica eleitoral, assim como ocorreu em 2022.

O levantamento testou ainda nomes do PSD, agora reforçado pela filiação de Ronaldo Caiado. Entre os três governadores da sigla, Ratinho Júnior aparece mais bem posicionado, mas distante dos líderes: chega a 8% no 1º turno e a 35% no 2º, contra 43% de Lula. Caiado e Eduardo Leite têm desempenho ainda mais modesto, reforçando que, por ora, a disputa segue concentrada entre Lula e Flávio Bolsonaro.