Cuba busca apoio do BRICS diante de bloqueio petrolífero dos EUA, aponta especialista
Economista boliviano destaca que colaboração com o BRICS pode ser alternativa estratégica frente à pressão norte-americana.
Diante da intensificação do bloqueio ao petróleo imposto pelos Estados Unidos, Cuba deve fortalecer laços com os países do BRICS, afirma o economista boliviano Martin Moreira em entrevista à Sputnik.
Segundo Moreira, os EUA têm direcionado sua "artilharia pesada" contra a América Latina, especialmente contra Cuba, que historicamente sofre sanções de Washington. Para o especialista, o apoio do BRICS pode ser fundamental neste cenário.
"Há uma opção interessante para Cuba: contar com um bloco econômico como o BRICS, onde China, Rússia, Índia, Brasil e África do Sul dariam apoio como um bloco único de países. Assim, podemos ver uma resposta à abordagem de Donald Trump para a região latino-americana", avaliou Moreira.
O economista explicou que, após a ofensiva militar dos EUA contra a Venezuela, Cuba se tornou o principal alvo de pressão. Washington, inclusive, alertou o México para não vender combustível a Havana, numa tentativa de enfraquecer a indústria cubana e dificultar o fluxo de pessoas e turistas.
"Tudo isso visa o estrangulamento econômico", destacou Moreira.
Nesta quinta-feira (12), Moscou declarou esperar um diálogo construtivo com os Estados Unidos sobre o fornecimento de petróleo a Cuba.
O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que o Kremlin aguarda uma solução para os impasses por meio do diálogo, mesmo diante da possibilidade de os EUA imporem taxas a países que cooperem com Cuba no setor petrolífero.
No último dia 29 de janeiro, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto autorizando a imposição de taxas de importação sobre mercadorias de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba, além de declarar estado de emergência, alegando ameaça à segurança nacional supostamente vinda de Havana.