COMÉRCIO ILEGAL

"O barato que sai caro": 94% dos brasileiros sabem que cigarro ilegal financia o crime organizado, aponta pesquisa

Levantamento do Instituto Locomotiva revela que a população associa o contrabando ao aumento da violência; em 2025, PRF apreendeu 350 milhões de maços

Por Redação com agências Publicado em 12/02/2026 às 10:09
"O barato que sai caro": 94% dos brasileiros sabem que cigarro ilegal financia o crime organizado, aponta pesquisa Ilustração

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Locomotiva traz um dado revelador sobre a percepção da violência no Brasil: 94% dos entrevistados acreditam que a venda de cigarros ilegais sustenta diretamente organizações criminosas.

O estudo, encomendado pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), mostra que para 83% da população, as facções lucram com esse comércio, utilizando as mesmas rotas do tráfico de drogas e armas (fronteira com o Paraguai, via Mato Grosso do Sul e Paraná).

Além de financiar a violência, o mercado ilegal sangra os cofres públicos. Dados do Ipec indicam que 32% de todos os cigarros consumidos no país são de origem ilícita. Isso gerou uma evasão fiscal estimada em R$ 7,2 bilhões apenas em 2024. O mercado clandestino movimenta cerca de R$ 8,8 bilhões por ano.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que o cigarro foi o produto mais apreendido em 2025, somando mais de 350 milhões de maços retirados de circulação. A pesquisa também aponta um dilema tributário: 78% dos brasileiros acham que aumentar impostos sobre o produto legal acaba estimulando o crescimento do contrabando.