ECONOMIA

Confiança do empresário industrial recua em fevereiro, aponta CNI

Índice de Confiança do Empresário Industrial registra queda pelo segundo mês consecutivo e segue abaixo do nível de otimismo.

Publicado em 12/02/2026 às 10:42
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) registrou queda de 0,3 ponto em fevereiro, passando de 48,5 para 48,2 pontos, conforme levantamento divulgado nesta quinta-feira, 12, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com esse resultado, a confiança dos empresários industriais permanece em baixa há 14 meses consecutivos.

No mês anterior, o Icei havia apresentado leve alta de 0,5 ponto, aproximando-se da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança.

Ambos os componentes do Icei recuaram em fevereiro. O Índice de Condições Atuais caiu 0,2 ponto, chegando a 43,8 pontos, sinalizando que os empresários avaliam as condições da economia brasileira e de seus próprios negócios como piores em relação a seis meses atrás. O recuo foi puxado, principalmente, por uma percepção mais negativa sobre o momento das empresas, ainda que a avaliação sobre a economia tenha mostrado leve melhora.

Já o Índice de Expectativas diminuiu de 50,7 para 50,4 pontos, mas segue acima da linha de 50, indicando ainda perspectivas positivas para os próximos seis meses. O recuo reflete a piora das expectativas em relação ao futuro das empresas, mesmo com uma leve melhora nas projeções para a economia.

A CNI destacou que este primeiro resultado negativo de 2026 ocorre após o Banco Central manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15,0%.

Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, explicou que o elevado patamar dos juros impacta a indústria de diferentes formas. "Uma delas é o encarecimento do crédito, tanto para empresários quanto para consumidores, o que desacelera a atividade econômica. Outra é a formação de expectativas: diante de uma política monetária mais restritiva, os empresários tendem a prever enfraquecimento futuro da economia, o que afeta suas projeções de demanda", afirmou.

Esta edição do Icei ouviu 1.103 empresas — 454 pequenas, 400 médias e 249 grandes — entre os dias 2 e 6 de fevereiro de 2026.