REFORMAS TRABALHISTAS

Senado argentino aprova reforma trabalhista apesar de protestos, enquanto México reduz jornada

Mudanças na legislação trabalhista avançam na Argentina em meio a manifestações e, no México, jornada semanal é reduzida.

Por Sputinik Brasil Publicado em 12/02/2026 às 18:57
Senado argentino aprova reforma trabalhista sob protestos, enquanto México reduz jornada semanal. © AP Photo / Rodrigo Abd

O Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira (12) um polêmico projeto de reforma trabalhista, proposto pelo governo do presidente Javier Milei.

Com 42 votos a favor e 30 contra, o chamado Projeto de Modernização do Trabalho foi aprovado pela câmara alta do Parlamento argentino. Agora, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados.

A proposta prevê revisão dos regimes de indenização por demissão, com o objetivo de reduzir custos para as empresas e restringir o poder dos sindicatos. Entre as medidas, estão a flexibilização das regras sobre férias e jornada de trabalho, além da possibilidade de pagamento de salários em moeda estrangeira.

Um dos pontos centrais é a criação do sistema de "banco de horas", que permite aos funcionários trabalhar horas extras em períodos de necessidade, em troca de mais tempo de descanso posteriormente, substituindo o pagamento tradicional de horas extras.

A votação ocorreu sob forte tensão. Milhares de sindicalistas protestaram em frente ao Parlamento na quarta-feira (11), quando teve início o debate. A polícia de choque utilizou canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

No México, também nesta quarta-feira, o Senado aprovou por unanimidade uma proposta para reduzir a jornada semanal de trabalho de 48 para 40 horas. A medida foi aprovada com 121 votos e, assim como na Argentina, ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados.

Segundo o texto, a redução será implementada a partir de 2027, com diminuição de duas horas por ano, após a aprovação final pelo Congresso. De acordo com a presidente Claudia Sheinbaum, o acordo foi fruto de consenso entre representantes dos trabalhadores e empregadores no ano passado.