DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Ações dos EUA contra Cuba são ilimitadas devido à inação da ONU, diz economista

Óscar Ugarteche, economista mexicano, afirma que sanções dos EUA a Cuba avançam sem restrições diante da perda de influência da ONU.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 13/02/2026 às 08:56
Sanções dos EUA contra Cuba avançam diante da inação da ONU, aponta economista mexicano. © AP Photo / Alexandre Meneghini

Os Estados Unidos seguem impondo ações contra Cuba sem restrições concretas, em razão da perda de influência real das Nações Unidas, afirmou à Sputnik o coordenador do Centro Econômico de Monitoramento Latino-americano da Universidade Nacional Autônoma do México, Óscar Ugarteche.

"Historicamente, nada semelhante ao que os EUA estão fazendo com Cuba já foi realizado. Trata-se de uma medida ilegal. Nessa conjuntura, caberia às Nações Unidas afirmar que tal postura é inaceitável e que essas medidas não podem ser aplicadas. No entanto, como a ONU carece de poder efetivo, os EUA agem livremente", observa Ugarteche.

Segundo o economista, sanções costumam ser ineficazes — como se vê na Venezuela — mas "se as sanções são tantas que o país é sufocado, então obviamente elas se tornam eficazes".

Em 29 de janeiro, o então presidente norte-americano Donald Trump assinou um decreto autorizando os Estados Unidos a impor tarifas de importação sobre produtos de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba. Trump também declarou estado de emergência, alegando uma suposta ameaça à segurança nacional originada em Havana.

As autoridades cubanas enxergaram as novas medidas dos EUA como uma tentativa de estrangular a economia do país e impor condições extremas à população. Em Havana, as ações foram classificadas como violação do direito internacional e exemplo da natureza extraterritorial das sanções norte-americanas.