ECONOMIA

Reajuste de mensalidades e gasolina elevam inflação ao consumidor no IGP-10 de fevereiro

Alta nas mensalidades escolares e no preço da gasolina impulsionam o IPC-10, que sobe de 0,39% para 0,50% em fevereiro, segundo a FGV.

Publicado em 13/02/2026 às 08:54
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os aumentos nas mensalidades escolares e no preço da gasolina foram os principais responsáveis por pressionar a inflação ao consumidor, medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), em fevereiro. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 13, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) registrou aceleração, passando de 0,39% em janeiro para 0,50% em fevereiro.

"No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor acelerou de 0,39% para 0,50%, refletindo principalmente os reajustes sazonais no grupo Educação, típicos do início do ano letivo, além das altas em Transportes e Habitação, impulsionadas por gasolina e condomínio residencial", explicou Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV).

Entre os itens que mais pressionaram a inflação em fevereiro estão: curso de ensino fundamental (5,71%), curso de ensino superior (4,66%), gasolina (1,38%), tomate (16,46%) e condomínio residencial (1,48%). Por outro lado, houve alívio nos preços de passagem aérea (-8,19%), tarifa de eletricidade residencial (-1,99%), cinema (-11,82%), leite longa vida (-4,91%) e ovos (-5,42%).

Na comparação com o mês anterior, cinco das oito classes de despesa apresentaram variações mais elevadas: Transportes (de 0,40% em janeiro para 0,93% em fevereiro), Habitação (de 0,08% para 0,34%), Educação, Leitura e Recreação (de 1,27% para 1,51%), Despesas Diversas (de 0,11% para 0,33%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,22% para 0,24%).

Já os grupos Vestuário (de 0,87% para -1,10%) e Alimentação (de 0,50% para 0,44%) apresentaram desaceleração. O grupo Comunicação manteve estabilidade pelo segundo mês consecutivo (0,00%).