ECONOMIA

Varejo registra alta de 1,6% em 2025 e completa nove anos de crescimento, aponta IBGE

Apesar do avanço, ritmo das vendas desacelera e fica abaixo dos picos históricos; segmentos como supermercados e farmácias seguem em alta.

Publicado em 13/02/2026 às 11:30
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O varejo brasileiro registrou um aumento de 1,6% no volume de vendas em 2025, marcando o nono ano consecutivo de crescimento do setor. O resultado, porém, representa o menor avanço desde 2022, quando o setor havia expandido apenas 1,0%, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No chamado varejo ampliado — que inclui veículos, material de construção e atacado alimentício —, a elevação foi de apenas 0,1% em 2025, também o desempenho mais modesto desde 2022, quando houve retração de 0,6%.

Abaixo do pico

Após uma queda de 0,4% no volume vendido em dezembro frente a novembro, o varejo passou a operar 0,4% abaixo do recorde de vendas registrado em novembro de 2025, de acordo com o IBGE.

No varejo ampliado, a retração foi ainda maior: queda de 1,2% em dezembro frente a novembro, colocando o setor 2,1% abaixo do pico da série histórica, alcançado em março de 2025.

Comparação com o período pré-pandemia

Apesar da desaceleração, o volume de vendas do varejo em dezembro de 2025 ficou 10,4% acima do nível observado em fevereiro de 2020, antes do início da pandemia. Já no varejo ampliado, as vendas superam em 5,3% o patamar pré-pandemia.

Entre os segmentos que operam acima do nível pré-crise sanitária estão: artigos farmacêuticos, supermercados, veículos, combustíveis, material de construção, equipamentos para informática e comunicação, além de móveis e eletrodomésticos. Por outro lado, os setores de vestuário e calçados, livros e papelaria e outros artigos de uso pessoal e doméstico permanecem abaixo do nível pré-pandemia.

O segmento de artigos farmacêuticos opera 40,8% acima do patamar pré-crise sanitária; supermercados, 12,9% acima; combustíveis e lubrificantes, 9,8% acima; veículos, 9,0% acima; equipamentos de informática e comunicação, 8,2% acima; material de construção, 3,8% acima; e móveis e eletrodomésticos, 1,3% acima.

Já outros artigos de uso pessoal e doméstico estão 3,5% abaixo do nível de fevereiro de 2020; tecidos, vestuário e calçados, 19,8% abaixo; e livros e papelaria, 45,6% abaixo.