MEIO AMBIENTE

Prefeitura de Maceió apoia estudo da Ufal sobre o aterro sanitário

Gravimetria executada por alunos será fundamental para projetos da Alurb e compreensão dos resíduos da capital

Publicado em 13/02/2026 às 12:43
Alunos da Ufal apresentam estudo sobre resíduos no aterro sanitário com apoio da Prefeitura de Maceió. Tháchyna Lorena(estagiária)/Ascom Alurb

Alunos do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) apresentaram, na última quarta-feira (11), o projeto de monitoramento ambiental do Aterro Sanitário de Maceió, desenvolvido com apoio da Prefeitura de Maceió. Entre as principais linhas de pesquisa está a caracterização dos materiais sólidos urbanos que chegam à Central de Tratamento de Resíduos (CTR).

Os resultados, que serão divulgados em breve, contribuirão para que a Autarquia Municipal de Limpeza Urbana (Alurb) compreenda a trajetória dos resíduos produzidos na capital, além de subsidiar melhorias em projetos futuros. De acordo com a diretora-executiva da Alurb, Kedyna Tavares, os indicadores obtidos poderão orientar decisões estratégicas da prefeitura na gestão de resíduos.

“O estudo vai transformar nossas medidas em decisões mais acertadas e direcionadas para sermos eficazes, evitando o desperdício de investimentos e promovendo um planejamento aprimorado para a limpeza urbana e a coleta seletiva. Ao identificar os bairros com maior ou menor adesão, poderemos atuar de forma mais eficiente”, destacou Kedyna.

O trabalho é coordenado pela professora Daysy Lira, com participação de Nélia Callado, titular do Centro de Tecnologia da Ufal. Segundo Daysy, a pesquisa abrange períodos chuvosos, secos e meses de maior geração de resíduos em Maceió.

“Buscamos identificar a composição dos resíduos para orientar ações de reciclagem e reduzir o volume destinado ao aterro sanitário, além de apontar quais materiais têm maior incidência. Apresentamos a metodologia de caracterização e também o levantamento per capita do lixo, gerando dados que vão fortalecer a gestão de resíduos sólidos urbanos em Maceió”, explicou a docente.