VIOLÊNCIA URBANA

Médico e advogado são esfaqueados na Rua da Consolação; vítimas não descartam ataque homofóbico

Ataque ocorreu próximo à Estação Higienópolis-Mackenzie, em São Paulo. Polícia investiga motivação e hipótese de crime de ódio.

Publicado em 13/02/2026 às 12:40
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Um médico e um advogado foram esfaqueados na noite do último sábado (7), na Rua da Consolação, região central de São Paulo, nas proximidades da Estação Higienópolis-Mackenzie do Metrô. Segundo a defesa dos jovens, as vítimas não descartam a possibilidade de o ataque ter sido motivado por homofobia, já que não houve anúncio de roubo. Os dois, de 27 e 28 anos, optaram por não divulgar seus nomes.

A Polícia Civil trabalha para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do crime, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo. O caso foi registrado como tentativa de homicídio no 78º Distrito Policial – Jardins.

Como ocorreu o crime

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados via Copom para atender a uma agressão por volta das 20h15. No local, encontraram as duas vítimas caídas na calçada, ambas feridas por golpes de faca.

Segundo o relato de uma das vítimas, eles caminhavam quando foram surpreendidos por dois ou três homens desconhecidos, que efetuaram os ataques. Ainda conforme o depoimento preliminar, não houve anúncio de assalto e as motivações do ataque permanecem desconhecidas.

O local do crime possui câmeras de segurança que podem ter registrado a ação. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado. A perícia foi acionada e o caso segue sob investigação da Polícia Civil, informou a SSP.

Uma das vítimas apresentou ferimentos na cabeça e no pescoço, mas estava consciente. A outra sofreu um ferimento grave no pescoço. Ambas foram encaminhadas ao Hospital das Clínicas para atendimento médico.

Hipótese de crime por homofobia

A defesa dos jovens confirma que eles foram agredidos enquanto retornavam de um passeio, sem qualquer indício de crime patrimonial.

Segundo as informações apuradas até o momento, não houve subtração de bens, anúncio de assalto ou qualquer outro elemento que indique motivação econômica. “As vítimas foram surpreendidas e lesionadas de forma abrupta e injustificada”, afirma a advogada Ana Clara Valone, que representa os dois.

Diante da dinâmica do ocorrido e da ausência de motivação aparente, não está descartada a hipótese de crime motivado por discriminação, inclusive por orientação sexual — circunstância que será devidamente apurada no decorrer das investigações.

“As medidas judiciais cabíveis já estão sendo tomadas, incluindo pedidos formais para aprofundar as diligências investigativas, coleta e preservação de imagens, identificação de testemunhas, realização de perícias e demais providências necessárias para a completa elucidação dos fatos”, acrescenta a defesa.

A equipe jurídica reforça que acompanhará rigorosamente o andamento das investigações para garantir a responsabilização criminal dos envolvidos e a reparação às vítimas.