STF

Após assumir relatoria, Mendonça convoca reunião com delegados da PF sobre caso Master

Ministro André Mendonça busca se inteirar das investigações envolvendo o Banco Master após assumir relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal.

Por Sputinik Brasil Publicado em 13/02/2026 às 18:27
André Mendonça convoca delegados da PF para reunião sobre investigações do caso Banco Master. © Foto / Carlos Moura / Supremo Tribunal Federal

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, convocou nesta sexta-feira (13) uma reunião com delegados da Polícia Federal (PF) responsáveis pelas investigações do caso Banco Master. Mendonça assumiu a relatoria do processo na última quinta-feira (12), após a saída do ministro Dias Toffoli.

Segundo informações do portal G1, o encontro teve início por volta das 15h30. O objetivo principal foi proporcionar a Mendonça e sua equipe uma compreensão detalhada das diligências já realizadas pela PF, uma vez que o novo relator e seus auxiliares não acompanhavam o caso de perto até então.

A mudança na relatoria ocorreu após a Polícia Federal apresentar um relatório que cita menções a Dias Toffoli em conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Conforme divulgado pelo jornal O Globo, o documento, com cerca de 200 páginas, detalha ligações telefônicas entre Vorcaro e Toffoli, um convite do ministro ao banqueiro para uma festa de aniversário e diálogos de Vorcaro com terceiros sobre pagamentos relacionados ao resort Tayayá.

Nesta quinta-feira (12), Toffoli confirmou ser sócio da empresa Maridt, responsável pela venda de participações no resort a fundos ligados a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. O ministro afirmou que a empresa é familiar, que as operações ocorreram a preços de mercado, foram devidamente declaradas à Receita Federal e encerradas antes de ele assumir a relatoria do caso.

Toffoli negou qualquer relação pessoal ou recebimento de valores das partes envolvidas.

Apesar das explicações do ministro, após uma reunião com todos os magistrados do STF, Toffoli decidiu entregar os atos do caso Master ao presidente da Corte, Edson Fachin, que redistribuiu os documentos por sorteio.