STF | CRISE INTERNA

Dias Toffoli nega ter gravado reunião a portas fechadas sobre Caso Master

Ministro do STF rebate rumores de que teria registrado encontro reservado que resultou em sua saída da relatoria do caso Banco Master

Por Sputinik Brasil Publicado em 13/02/2026 às 19:26
Dias Toffoli nega ter gravado reunião reservada que definiu sua saída do caso Banco Master no STF. © Foto / Gustavo Moreno / STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, negou nesta sexta-feira (13) ter gravado a reunião reservada com os demais ministros da Corte, na qual foi decidida sua saída da relatoria do caso Banco Master.

Em resposta à CNN Brasil, Toffoli refutou as especulações levantadas após uma matéria do portal Poder360, publicada poucas horas depois do encontro. O texto trazia declarações atribuídas aos participantes, mesmo a reunião tendo ocorrido a portas fechadas, com acesso restrito aos dez ministros do STF.

"Absurdo total a ilação de gravação."

Segundo a imprensa, a divulgação de trechos das conversas internas aumentou a desconfiança entre os magistrados, que já enfrentavam questionamentos desde o início das investigações do caso Master.

Na última quinta-feira (12), o ministro Edson Fachin convocou uma reunião para apresentar o relatório da Polícia Federal sobre o Banco Master aos colegas. Na ocasião, também foi compartilhada a resposta de Toffoli ao documento.

De acordo com o jornal O Globo, o relatório, com cerca de 200 páginas, detalha ligações telefônicas entre Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e Toffoli, além de um convite do ministro ao banqueiro para uma festa de aniversário e conversas de Vorcaro com terceiros sobre pagamentos relacionados ao resort Tayayá.

Toffoli confirmou ser sócio da empresa Maridt, responsável pela venda de participações no resort a fundos ligados a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. O ministro afirmou que a empresa é familiar, que as operações ocorreram a preço de mercado, foram declaradas à Receita Federal e encerradas antes de ele assumir a relatoria do caso.

O ministro negou qualquer relação pessoal ou recebimento de valores dos envolvidos.

Apesar das explicações, após a reunião, Toffoli decidiu entregar a relatoria do caso Master a Edson Fachin, presidente do STF, que redistribuiu os autos por sorteio, nomeando André Mendonça como novo relator.