ECONOMIA

Bolsa Família não afasta mulheres do mercado de trabalho, aponta FMI

Estudo revela que programa não reduz participação feminina, exceto entre mães de crianças pequenas

Publicado em 14/02/2026 às 10:01
Estudo do FMI destaca impacto do Bolsa Família na participação feminina no mercado de trabalho.

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) revela que o programa Bolsa Família não diminui a presença das mulheres no mercado de trabalho, exceto para aquelas com filhos de até seis anos de idade.

Nesses casos, a participação feminina é menor devido às responsabilidades domésticas e ao cuidado com a família.

Segundo a pesquisa, as mulheres dedicam, em média, dez horas a mais por semana ao trabalho doméstico não remunerado em comparação aos homens.

O levantamento destaca ainda que a presença feminina na força de trabalho é fundamental para o crescimento econômico do país. Se a diferença entre a participação de homens e mulheres no mercado de trabalho fosse reduzida de 20 para 10 pontos percentuais, o crescimento do país poderia aumentar em meio ponto percentual até 2033.

As mulheres também são, em sua maioria, responsáveis pela administração da renda familiar. Quase 85% das famílias beneficiadas pelo Bolsa Família são chefiadas por mulheres.

Entretanto, a chegada dos filhos pequenos é um fator que contribui para o afastamento dessas mulheres do mercado de trabalho.

De acordo com o FMI, metade das mulheres deixa de trabalhar fora até dois anos após o nascimento do primeiro filho. O estudo aponta que ampliar o acesso a creches, incentivar o emprego remunerado e combater as desigualdades salariais são medidas essenciais para reverter esse cenário.