Mistério ancestral: cientistas revelam túmulo de menina de 11.000 anos no Reino Unido
Restos mortais de uma criança encontrados em caverna de Cumbria são os mais antigos do norte do Reino Unido e revelam práticas funerárias milenares.
Arqueólogos identificaram ossos encontrados na caverna Heaning Wood Bone Cave, próxima a Great Urswick, em Cumbria, como pertencentes a uma jovem que viveu há mais de 11.000 anos. Trata-se dos restos mortais humanos mais antigos já descobertos no norte do Reino Unido, segundo a revista Archaeology News.
O estudo aponta que a datação por radiocarbono indica que a menina foi enterrada entre 9290 e 8925 a.C., logo após a recolonização humana da região, ao fim da última era glacial.

Durante as escavações, pesquisadores localizaram ossos de uma menina com cerca de três anos, dos quais foi possível extrair DNA antigo para análise.
"A análise mostra que pelo menos oito pessoas foram enterradas no local em três fases distintas. Um dos enterros é do Mesolítico Antigo, há cerca de 11.000 anos. Quatro datam do Neolítico Antigo, há cerca de 5.500 anos. Dois são da Idade do Bronze Antiga, há cerca de 4.000 anos", detalha a revista.
Testes genéticos apontam que quase todos os indivíduos sepultados eram do sexo feminino.
A disposição dos corpos indica enterros sucessivos, cuidadosamente realizados para não perturbar os restos anteriores — uma tradição que perdurou por milênios. Entre os achados, há ornamentos e ferramentas de pedra dos períodos Mesolítico, Neolítico e Idade do Bronze.

A análise genética revela ainda mudanças populacionais ao longo dos períodos, embora os costumes funerários tenham permanecido semelhantes.
O estudo conclui que o túmulo da criança oferece uma rara janela sobre a vida e as tradições funerárias de mais de 11.000 anos atrás.