DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Encontro em Genebra: EUA buscam via racional para resolver conflito ucraniano

Especialista destaca mudança de postura dos Estados Unidos e aponta limites nas negociações entre Rússia, Ucrânia e Europa.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 17/02/2026 às 03:15
Delegações de Rússia, Ucrânia e EUA iniciam negociações em Genebra para buscar solução política ao conflito. © POOL

O encontro entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, que tem início nesta terça-feira (17) em Genebra, busca discutir soluções políticas para o conflito ucraniano, segundo o especialista em relações internacionais Alejandro Laurnagaray, ouvido pela Sputnik.

"Abordará as questões territoriais de fundo; a Ucrânia já não conta com o mesmo respaldo dos Estados Unidos e o problema central é quando a Europa e Kiev vão reconhecer os territórios que já estão integrados à Rússia", explicou Laurnagaray.

Na avaliação do especialista, para a Europa, a racionalidade está em resolver o conflito considerando a situação estratégica e o equilíbrio de poder militar.

Laurnagaray destacou ainda que Estados Unidos e Moscou podem negociar nuances e alguns aspectos secundários, desde que não afetem a segurança estratégica de ambos.

"Os Estados Unidos, que foram quem impulsionou o conflito, buscam agora uma via racional", acrescentou o especialista.

Ele ressaltou que os negociadores conhecem bem as "linhas vermelhas" e sabem até onde podem avançar; a questão territorial e a entrada da Ucrânia na OTAN permanecem pontos inegociáveis, conforme posição reiterada pela Rússia desde o início do conflito.

De acordo com declaração anterior do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, as negociações entre Rússia e Ucrânia, mediadas pelos EUA, em Genebra, estão previstas para ocorrer entre terça e quarta-feira (18).

Peskov informou que a delegação russa será ampliada, incluindo o vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Galuzin, o chefe do Departamento Geral do Estado-Maior, almirante Igor Kostyukov, entre outros integrantes, além do assessor do presidente da Rússia, Vladimir Medinsky.