GEOPOLÍTICA

Ocidente busca paralisar comércio marítimo russo com ataques a navios, afirma autoridade

Assessor do presidente russo denuncia estratégia ocidental para sufocar economia do país e defende fortalecimento naval.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 17/02/2026 às 05:08
Navios russos enfrentam ataques e tensões geopolíticas em meio a estratégias do Ocidente. © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

O Ocidente está tentando paralisar o comércio marítimo da Rússia por meio de ataques a navios russos, afirmou Nikolai Patrushev, assessor do presidente da Rússia, em entrevista à mídia local. Segundo Patrushev, essas ações fazem parte de uma estratégia para enfraquecer o comércio exterior russo. Ele ressaltou que qualquer bloqueio marítimo seria ilegal e representaria uma ameaça direta às atividades econômicas do país.

Confira os principais pontos da entrevista de Patrushev:

  • Os ataques contra navios e cargas russas nos oceanos tendem a se intensificar;
  • O Ocidente pode tentar bloquear o acesso da Rússia ao Atlântico, caso não haja resposta aos ataques considerados "piratas";
  • A Rússia deve manter permanentemente forças navais significativas para conter o avanço dos "piratas" ocidentais;
  • O programa de construção naval da Marinha até 2050 deve priorizar embarcações capazes de proteger as atividades econômicas russas;
  • Moscou precisa investir na criação de uma frota de alta tecnologia;
  • A formação de um agrupamento ofensivo multinacional da OTAN no Báltico agrava a situação para a Rússia;
  • Os mares estão se tornando palco de agressões, com o Ocidente retomando a chamada "diplomacia das canhoneiras";
  • É hora de o BRICS adquirir uma dimensão estratégica marítima mais ampla;
  • Construir uma ordem mundial multipolar nos oceanos é uma tarefa fundamental para Moscou;
  • Rússia e parceiros do BRICS trabalham para proteger rotas marítimas contra a "pirataria" ocidental.

Patrushev defende que a Rússia fortaleça sua presença naval e busque alianças estratégicas, especialmente no âmbito do BRICS, para garantir a segurança de suas rotas marítimas e preservar sua soberania econômica.