ELEIÇÕES

Para sair do impasse na escolha do vice, Tarcísio fará série de encontros decisivos

Governador de São Paulo enfrenta pressão de aliados e avalia nomes para compor sua chapa à reeleição.

Por Por Sputinik Brasil Publicado em 17/02/2026 às 09:45
Tarcísio de Freitas articula reuniões para definir vice em sua chapa à reeleição em São Paulo. © Folhapress / Isaac Fontana/CJPress

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, vive um impasse na definição de seu vice para a disputa à reeleição, segundo informações da agência Brasil 247.

Para superar o entrave, Tarcísio deve promover uma série de reuniões decisivas nos próximos dias, buscando consenso entre aliados sobre o nome que integrará sua chapa ao Palácio dos Bandeirantes.

Entre os principais cotados estão o secretário de Relações Institucionais, Gilberto Kassab (PSD), o atual vice-governador Felício Ramuth (PSD) e o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL).

De acordo com interlocutores, Felício Ramuth é o favorito de Tarcísio. No entanto, André do Prado conta com o apoio de prefeitos, deputados estaduais e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que exerce forte influência na escolha.

O cenário se complica com Gilberto Kassab, que também se colocou como opção para vice e tem manifestado a aliados o desejo de compor a chapa. A escolha tem caráter estratégico: caso Tarcísio deixe o governo para disputar a Presidência da República, Kassab teria a chance de assumir o comando do Estado.

Fontes próximas ao governador relatam que a relação entre Tarcísio e Kassab se desgastou após tentativas do presidente do PSD de filiar lideranças de partidos aliados à sua legenda.

Após o Carnaval, Kassab e Ramuth devem se reunir para apresentar formalmente suas candidaturas a Tarcísio, que ficará responsável pela decisão final.

Kassab também terá um encontro direto com o governador para discutir a formação da chapa e sua permanência no governo. Caso opte por disputar a vice, precisará deixar o cargo de secretário até abril, conforme determina a legislação eleitoral.

Aliados afirmam, ainda, que Kassab deve deixar o governo independentemente da decisão, já que pretende focar na articulação de palanques do PSD em todo o país.