CULTURA POPULAR

Galo da Madrugada leva frevo e maracatu para o carnaval de São Paulo

Bloco pernambucano arrasta foliões e contagia Avenida Pedro Álvares Cabral com tradição nordestina

Publicado em 17/02/2026 às 13:38
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Galo da Madrugada voltou a colorir o carnaval de São Paulo nesta terça-feira, 17, levando o ritmo contagiante do frevo e do maracatu para as ruas da capital paulista. O tradicional bloco de Recife abriu as apresentações por volta das 9h na Avenida Pedro Álvares Cabral, próximo ao Obelisco e ao Parque do Ibirapuera, na zona sul.

O entorno do Ibirapuera tem se consolidado como principal palco dos blocos carnavalescos neste ano. Entre os grandes desfiles realizados no local, destacam-se os da cantora baiana Ivete Sangalo (no sábado de pré-carnaval), Michel Teló (domingo) e Pabllo Vittar (segunda-feira).

O trio elétrico do Galo da Madrugada deu início à festa, e quem chegou após as 10h precisou correr para acompanhar a folia já embalada pelo frevo. As fantasias coloridas dominaram o cortejo, com destaque para as bandeiras de Pernambuco e as tradicionais sombrinhas do frevo.

Entre os foliões, houve espaço para a criatividade. O paulista Alexandre, de 41 anos, inovou ao desfilar com uma fantasia de chuveiro. "A gente é pobre. E pobre tem de ter imaginação", brincou o participante.

A pernambucana Adeilda Soares, de 63 anos, aproveitou o Galo da Madrugada em São Paulo pelo segundo ano consecutivo. Morando na cidade há 28 anos, ela celebrou a oportunidade de reviver as tradições da terra natal. "Eu não sabia que o Galo da Madrugada se apresentava aqui também. Agora não perco mais, é só nostalgia", afirmou.

Reconhecido pelo Guinness Book como o maior bloco carnavalesco do mundo, o Galo da Madrugada participou do carnaval de rua paulistano pela primeira vez em 2020.

O dançarino Bruno Greta, de 20 anos, natural de Olinda, também marcou presença. Estudante em São Paulo, ele se apresentou dançando frevo durante o cortejo. "Comecei a dançar desde pirralho. Minha mãe era passista. Eu danço desde os 4 anos", contou. Mesmo nos intervalos do grupo, Bruno não parava de dançar. "Quando eu danço, sinto a mesma coisa de quando estou voando, me sinto nas nuvens. O frevo me leva, eu voo, é um misto de sensações. É uma das melhores coisas da vida", declarou.

O cordeiro Cristiano Oliveira, de 38 anos, também não resistiu ao som do maracatu. Ex-ritmista de escola de samba, ele precisou se afastar dos desfiles por causa do trabalho, mas encontrou no bloco uma nova forma de participar da festa. "Me convidaram para ser cordeiro e eu disse: 'vou lá ver como é que é' e estou aproveitando muito. Não dá para ficar parado", relatou.