DIPLOMACIA INTERNACIONAL

EUA defendem 'guarda-chuva nuclear' sobre aliados como pilar da não proliferação

Proteção nuclear oferecida pelos Estados Unidos é destacada como peça-chave para evitar a disseminação de armas atômicas entre países aliados.

Publicado em 17/02/2026 às 13:45
EUA reforçam compromisso com proteção nuclear a aliados como estratégia contra proliferação atômica. © AP Photo / Efrem Lukatsky

O subsecretário de Estado dos Estados Unidos para Controle de Armas e Não Proliferação, Christopher Yeaw, afirmou nesta terça-feira (17), em Washington, que o chamado 'guarda-chuva nuclear' norte-americano representa um dos principais instrumentos de não proliferação no cenário internacional.

Durante evento realizado no Hudson Institute, Yeaw destacou que a política de dissuasão estendida dos EUA, ao garantir proteção nuclear a seus aliados, contribui diretamente para evitar que outros países busquem desenvolver seus próprios arsenais atômicos.

"Às vezes não se compreende plenamente que, ao estender a dissuasão aos nossos aliados e criar esse guarda-chuva nuclear que se estende sobre eles, os Estados Unidos fazem mais pela não proliferação do que, francamente, quase qualquer outro instrumento", afirmou o subsecretário.

Fim do Novo START e nova fase estratégica

Yeaw também abordou o cenário após o término do New START, tratado firmado entre Estados Unidos e Rússia para limitar ogivas nucleares estratégicas e seus sistemas de lançamento.

Segundo o subsecretário, o fim do acordo pode abrir caminho para uma "nova era de estabilidade estratégica" e de controle de armas, alinhada ao posicionamento do presidente Donald Trump em favor da redução global dos arsenais nucleares.

"O presidente Trump há muito tempo defende um mundo com menos armas nucleares, e a expiração do Novo START oferece aos Estados Unidos e a outros países a oportunidade de ingressar na próxima era de estabilidade estratégica e controle de armas para alcançar esse objetivo", declarou Yeaw.

As declarações ocorrem em meio a debates sobre o futuro da arquitetura internacional de controle de armas, marcada por incertezas quanto à renovação de mecanismos bilaterais e à possível ampliação de acordos que envolvam outras potências nucleares.

Por Sputnik Brasil