Atirador mata ex-mulher e filho durante ataque em pista de hóquei nos EUA
Homem abriu fogo em arena de Rhode Island, deixando dois mortos e três feridos; ele se suicidou após o crime, segundo autoridades.
Um homem armado abriu fogo durante uma partida de hóquei em uma pista de gelo em Rhode Island, nos Estados Unidos, matando sua ex-mulher, Rhonda Dorgan, e o filho adulto, Aidan Dorgan, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira, 17, pela chefe de polícia de Pawtucket, Tina Goncalves.
Além das duas vítimas fatais, outras três pessoas ficaram feridas no ataque: os pais da ex-mulher do atirador e um amigo da família. O atirador, identificado como um homem de 56 anos, morreu no local por um ferimento de bala autoinfligido, segundo a polícia.
Inicialmente, havia a suspeita de que um espectador teria impedido o atirador, mas as investigações confirmaram que ele se suicidou. Goncalves informou que o autor do crime já havia frequentado outros jogos de hóquei sem incidentes e não conversou com familiares antes do ataque.
As autoridades ouviram quase 100 testemunhas até a noite de segunda-feira, 16, para reconstituir os acontecimentos dentro da Arena Dennis M. Lynch, em Pawtucket, nos arredores de Providence. Segundo a chefe de polícia, pelo menos três espectadores tentaram conter o atirador, que ainda conseguiu pegar uma segunda arma antes de se suicidar.
O jogo estava sendo transmitido ao vivo pela plataforma LiveBarn, especializada em eventos esportivos juvenis. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento dos disparos, com jogadores e espectadores buscando abrigo e deixando o local em pânico. A LiveBarn alertou seus usuários de que a reprodução das imagens não está autorizada.
O atirador era funcionário da General Dynamics Bath Iron Works, um estaleiro em Bath, no Maine, que presta serviços à Marinha dos EUA. O porta-voz do estaleiro, David Hench, confirmou o vínculo empregatício, mas não forneceu detalhes sobre o cargo ou tempo de serviço.
Perfil do atirador e histórico militar
Segundo colegas de trabalho, o homem possuía armas e já serviu brevemente no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, tendo sido dispensado após menos de três meses por não atender aos padrões da corporação. Uma colega, Destiny Mackenzie, relatou que o atirador raramente mencionava a ex-esposa, mas falava frequentemente sobre o filho que jogava hóquei. Ela também destacou o temperamento difícil do colega e mencionou que ele se identificava como mulher em algumas ocasiões.
Outro colega, sob anonimato, afirmou que o atirador demonstrava sentimentos conflitantes em relação à aceitação transgênero e confirmou que ele possuía armas, embora não soubesse a quantidade exata.
Imagens registradas após o tiroteio mostram pais chorando e tentando localizar seus filhos, além de jovens sendo socorridos em macas. "Isso acontece com muita frequência em nosso país", lamentou Michael Steven, que filmou parte da cena.
O episódio ocorre menos de dois meses após outro tiroteio em Rhode Island, na Universidade Brown, que deixou dois mortos e dez feridos. O governador Dan McKee lamentou a tragédia: "Nosso estado está de luto novamente. Meu coração se parte pelas vítimas, famílias, estudantes e todos impactados pelo devastador tiroteio na Lynch Arena em Pawtucket."