LIQUIDAÇÃO BANCÁRIA

Liquidante do Banco Pleno é advogado especialista em liquidações e falências

José Eduardo Victória, nomeado pelo Banco Central, tem experiência em processos de liquidação extrajudicial e direito bancário.

Publicado em 18/02/2026 às 09:21
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Banco Central nomeou o advogado José Eduardo Victória como liquidante do Banco Pleno (ex-Voiter) e da Pleno DTVM. Victória é reconhecido por sua atuação em liquidações, falências e direito bancário, acumulando experiência em casos semelhantes.

Entre suas atuações anteriores, Victória conduziu os processos de liquidação extrajudicial da Govesa Administradora de Consórcios, iniciada em 2021, e da VKN Administradora de Consórcios, iniciada em 2024. Também atuou como substituto na liquidação da Sicoob Credicazola.

Diferentemente dos liquidantes ligados ao conglomerado Master, José Eduardo Victória nunca foi servidor do Banco Central. Ele é sócio-administrador do escritório Mattos, Rodeguer Neto e Victória (MRV Advogados), sediado em São Paulo.

A liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno DTVM foi decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira, 18, devido à falta de liquidez para honrar compromissos de curtíssimo prazo. O caso é considerado relativamente simples e não guarda relação com suspeitas de fraude como as que envolvem o Master.

O Banco Pleno, anteriormente chamado Banco Voiter, foi vendido pelo Master ao ex-sócio Augusto Lima em julho de 2025. Para autorizar a aquisição, o Banco Central impôs exigências como aumento de capital e restrição ao crescimento por meio da emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), visando limitar a exposição ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Augusto Lima vinha aportando recursos e buscando novas fontes de captação para o banco, o que se mostrou desafiador sem a possibilidade de emitir CDBs. Paralelamente, precisava honrar os CDBs próximos do vencimento. Técnicos do Banco Central, que monitoravam o caixa do Pleno diariamente, identificaram o agravamento da situação financeira. Recentemente, ficou constatada a incapacidade do banco de arcar até mesmo com vencimentos de curtíssimo prazo, levando à decisão pela liquidação.