POLÍTICA INTERNACIONAL

Câmara Baixa do Japão confirma Takaichi como primeira-ministra

Reconduzida ao cargo, Sanae Takaichi planeja agenda conservadora e prioriza defesa, economia e temas sociais

Publicado em 18/02/2026 às 09:33
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Sanae Takaichi foi reconduzida nesta quarta-feira ao cargo de primeira-ministra do Japão pela Câmara Baixa do Parlamento, após vitória expressiva na eleição da semana passada. Com o apoio de uma supermaioria de dois terços do Partido Liberal Democrata (PLD), Takaichi terá margem para avançar uma agenda de perfil mais conservador em seu segundo mandato, mantendo todos os atuais ministros no gabinete.

Com o controle de dois terços das 465 cadeiras, o PLD poderá dominar as comissões e até reverter decisões da Câmara Alta, onde a coalizão governista não detém maioria. Entre as prioridades da premiê estão o fortalecimento das Forças Armadas, o aumento dos gastos públicos e a defesa de pautas sociais conservadoras.

Takaichi defende o aumento das exportações de armas, regras mais rígidas para imigração, a sucessão imperial exclusivamente masculina e a manutenção da tradição que exige que mulheres adotem o sobrenome do marido. Já a revisão da Constituição pacifista do pós-guerra, elaborada sob influência dos EUA, pode ser adiada, em razão da pressão para enfrentar inflação, baixos salários e desafios demográficos.

No curto prazo, a chefe de governo pretende aprovar o Orçamento e propõe um corte de dois anos no imposto sobre alimentos, visando aliviar o custo de vida da população. Economistas, porém, alertam que a política fiscal expansionista pode pressionar os preços e dificultar o controle da dívida pública.

A premiê também articula uma cúpula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a apoiou durante a eleição. Tóquio deve investir em três projetos nos EUA, dentro de um pacote de US$ 550 bilhões anunciado em outubro, incluindo uma usina de gás em Ohio e um terminal de petróleo no Golfo. O Japão segue pressionado a ampliar os gastos em defesa.

Takaichi promete revisar a política de defesa até dezembro, flexibilizar restrições à exportação de armas e fortalecer a cooperação com EUA, Austrália e Reino Unido. Ela também apoia a criação de uma lei antiespionagem e regras mais rígidas para imigração e naturalização, além de manter posição contrária ao casamento homoafetivo.

Em relação à China, Takaichi sinalizou que poderá reagir caso Pequim avance militarmente sobre Taiwan, o que já provocou retaliações diplomáticas. Com a base fortalecida, a premiê pode adotar um tom ainda mais firme diante do cenário internacional.

Com informações da Associated Press.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.