Takaichi nega concentração de poder e promete acelerar propostas no Japão
Primeira-ministra reafirma compromisso com agenda fiscal, reformas e fortalecimento da defesa após reeleição
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou nesta quarta-feira (18) que não pretende utilizar a supermaioria de dois terços do Partido Liberal Democrata (PLD) na Câmara Baixa para concentrar poder, destacando o compromisso com uma gestão equilibrada e transparente. Ela prometeu acelerar a agenda fiscal e de segurança em seu segundo mandato à frente do governo.
"Dizem que a maioria absoluta no Parlamento me dá grande poder, mas não é minha intenção", declarou Takaichi durante coletiva de imprensa após sua reeleição. Reconduzida ao cargo, a premiê manteve todos os ministros e classificou a nova formação como "gabinete 2.0". "Todos os integrantes do meu primeiro gabinete seguem no governo", reforçou.
Takaichi destacou que a prioridade imediata será a aprovação das propostas legislativas pendentes. "Trabalharemos para aprovar leis orçamentárias e reformas de impostos rapidamente" e "o orçamento do ano fiscal de 2026 precisa ser aprovado o mais rápido possível", afirmou. A chefe de governo também anunciou que pretende acelerar negociações sobre financiamento e viabilidade de cortes de impostos, incluindo a redução do imposto sobre alimentos.
No campo fiscal, Takaichi anunciou uma mudança estrutural na elaboração do Orçamento. "Vamos reformar fundamentalmente a forma como o orçamento é compilado", explicou, acrescentando que o processo deve levar cerca de dois anos. A meta é ampliar a previsibilidade para empresas e governos locais, adotando orçamentos plurianuais para impulsionar investimentos e pesquisa. "Nossos orçamentos de vários anos vão impulsionar investimento e pesquisa", afirmou.
Na área de defesa, a primeira-ministra adotou um tom mais assertivo. "Vamos fortalecer as capacidades de defesa do Japão" e "trabalhar para fortalecer nossas políticas de segurança nacional", declarou. Ela também informou que o governo pretende reforçar a inteligência, propor a criação de uma agência nacional de inteligência e endurecer a triagem de investimentos estrangeiros.
Ao final, Takaichi enfatizou a disposição para o diálogo. "Humildemente e sinceramente ouvirei várias opiniões e implementarei as melhores políticas possíveis", disse, solicitando a cooperação dos partidos para aprovar as medidas ainda nesta sessão parlamentar.