TENSÃO INTERNACIONAL

Irã, China e Rússia realizam exercício naval conjunto em meio a pressão dos EUA

Operação 'Cinturão de Segurança Marítima 2026' reúne forças navais dos três países e reforça clima de instabilidade na região

Publicado em 18/02/2026 às 12:20
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Irã, China e Rússia iniciam nesta quinta-feira, 18, um exercício naval conjunto no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico, em um contexto de crescente tensão com os Estados Unidos. A operação, denominada 'Cinturão de Segurança Marítima 2026', envolve unidades das marinhas iraniana, russa e chinesa, além da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), força paramilitar do Irã.

De acordo com a agência estatal IRNA, o exercício será sediado pela Primeira Região Naval do Irã, em Bandar Abbas. Um porta-helicópteros russo já está atracado na base iraniana para participar das atividades. O contra-almirante Hassan Maqsoudlou, porta-voz da manobra, afirmou que o principal objetivo é 'promover a segurança marítima e fortalecer as interações navais sustentáveis' na região.

Entre as ações previstas estão a coordenação para proteção de navios comerciais e petroleiros, além de operações de combate ao terrorismo marítimo. O comandante da flotilha russa, capitão de primeira classe Alexey Sergeev, destacou que o atual nível de cooperação evidencia a capacidade dos países de 'gerenciar e solucionar desafios marítimos e costeiros'.

Segundo o assessor presidencial russo Nikolai Patrushev, embarcações das três nações também foram deslocadas para o Estreito de Ormuz. O exercício, realizado pela primeira vez em 2018, já integra o calendário regular de treinamentos conjuntos, conforme informou a agência ISNA.

A iniciativa ocorre em meio ao reforço da presença militar dos Estados Unidos na região próxima ao Irã. O presidente Donald Trump declarou que o aumento das tropas visa pressionar Teerã a negociar, alertando que, sem acordo, poderá ocorrer um ataque 'muito pior' do que o registrado contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025.

Teerã rejeita 'ameaças e coerção', defendendo que o avanço diplomático depende de 'respeito mútuo'. Já a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que 'chantagem não contribui para o sucesso das negociações'. Na última quarta-feira, Estados Unidos e Irã discutiram em Genebra um novo marco para dar continuidade ao diálogo nuclear.