Milei viaja aos EUA para se reunir com Trump em meio a tensões com a China
Presidente argentino reforça alinhamento com os EUA em encontros liderados por Trump, enquanto China mantém posição de maior parceiro comercial da Argentina.
O presidente da Argentina, Javier Milei, embarca nesta quarta-feira, 18, para os Estados Unidos, onde participará do primeiro de uma série de encontros com Donald Trump. A visita ocorre em um contexto em que o ex-presidente americano busca fortalecer laços com governos regionais e conter a crescente influência da China, atualmente o principal parceiro comercial da Argentina.
Milei integra o 'Conselho de Paz', iniciativa capitaneada por Trump e dedicada à mediação de conflitos internacionais, como a guerra no Oriente Médio. O primeiro encontro do grupo será realizado na quinta-feira, em Washington, e contará apenas com a presença de Argentina e Paraguai como representantes da América Latina. Em 7 de março, o presidente argentino também participará de uma cúpula em Miami ao lado de líderes alinhados à agenda da Casa Branca.
Com esses compromissos, Milei iguala o número de reuniões com Trump ao do premiê israelense Benjamin Netanyahu, totalizando sete encontros. O argentino ainda se tornará o presidente do país que mais vezes visitou os EUA, somando 15 viagens, o que evidencia um alinhamento político que contrasta com o peso comercial da China para a economia argentina.
Conhecido por seu posicionamento crítico ao comunismo, que já classificou como "uma doença da alma", Milei não esconde sua preferência por Washington. Apesar disso, segundo dados do Indec, órgão oficial de estatísticas da Argentina, a China consolidou-se como principal parceiro comercial do país. Em dezembro, as exportações argentinas para o mercado chinês alcançaram US$ 761 milhões, um crescimento de 125% em relação ao ano anterior, enquanto as importações somaram US$ 1,552 bilhão. Os principais produtos negociados são soja, carne bovina e carbonato de lítio. Brasil e Estados Unidos aparecem na sequência como parceiros comerciais.
Mesmo diante do discurso crítico, analistas observam que a presença chinesa aumentou durante o governo Milei, especialmente em setores estratégicos como lítio, energia e infraestrutura. Recentemente, Argentina e EUA firmaram um acordo que eliminou centenas de tarifas recíprocas, após Washington conceder apoio financeiro de US$ 20 bilhões ao governo argentino.
Em janeiro, Milei afirmou que sua prioridade é a "aliança geopolítica" com os Estados Unidos, mas descartou a possibilidade de romper relações comerciais com a China.
Fonte: Associated Press.
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