ACIDENTE EM ACADEMIA

Aluna intoxicada em piscina de academia de SP recebe alta hospitalar

Letícia Oliveira ficou uma semana internada após inalar gás tóxico liberado durante limpeza em academia na zona leste de São Paulo.

Publicado em 18/02/2026 às 16:38
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Letícia Oliveira, 29 anos, uma das vítimas da intoxicação ocorrida na piscina da academia C4 Gym, localizada na zona leste de São Paulo, recebeu alta hospitalar após uma semana de internação, sendo quatro dias em UTI. Ela nadava com a filha de 3 anos quando começou a passar mal.

No mesmo incidente, a professora Juliana Faustino Bassetto, 27 anos, que também estava na piscina, não resistiu e morreu em decorrência da intoxicação. Letícia destacou que ela e a filha poderiam ter sido vítimas fatais, assim como outras crianças presentes no local.

A academia foi interditada pela Prefeitura de São Paulo e os três sócios — Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração — foram indiciados por homicídio com dolo eventual. A defesa dos sócios foi procurada, mas ainda não se manifestou. Em nota anterior ao Estadão, os advogados afirmaram que os clientes estão à disposição das autoridades para esclarecimentos.

Mistura tóxica na limpeza

Segundo as investigações, a intoxicação pode ter sido causada pela mistura de produtos com cloro em um balde posicionado ao lado da piscina. Letícia relatou à TV Globo que, no dia do acidente, cerca de 15 crianças estavam na piscina. “Estou muito grata por estar aqui para contar essa história e pedir Justiça. Poderia ser minha filha, poderia ser eu, ou várias crianças”, afirmou.

Gás de cloro

Com a alta de Letícia, já são seis as vítimas que deixaram o hospital após o episódio. O marido de Juliana, Vinicius de Oliveira, 31 anos, também recebeu alta após uma semana na UTI e mais um dia no quarto hospitalar.

O caso aconteceu em 7 de fevereiro. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os alunos deixavam a água às pressas. Juliana e o marido, além de outras cinco pessoas, foram socorridos; Juliana não sobreviveu.

Frequentadores relataram que havia um balde próximo à piscina liberando um gás que causava ardência nos olhos. A suspeita é que o gás de cloro, altamente tóxico, tenha provocado a tragédia.

A Polícia Civil indiciou os sócios da academia por homicídio com dolo eventual. No pedido de indiciamento, o delegado Alexandre Bento, do 42º DP (São Lucas), apontou displicência no atendimento às vítimas e tentativa de dificultar a investigação, inclusive com tentativa de descaracterização do local após a morte. O pedido de prisão dos sócios foi negado pela Justiça.