Bolsas de NY fecham em alta, apesar de ata do Fed mais conservadora e desdobramentos de IA
Wall Street avança mesmo após Federal Reserve sinalizar cautela nos juros; setor de tecnologia e commodities impulsionam índices.
As bolsas de Nova York encerraram a quarta-feira, 18, em alta, mesmo após a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), que indicou uma postura mais conservadora em relação à trajetória dos juros nos Estados Unidos. O documento surpreendeu parte do mercado ao sugerir que alguns membros do Fed consideram possível uma elevação das taxas, caso a inflação persista.
Apesar do tom mais duro da ata, os principais índices de Wall Street mantiveram ganhos firmes. O Dow Jones avançou 0,26%, aos 49.662,66 pontos; o S&P 500 subiu 0,56%, para 6.881,31 pontos; e o Nasdaq teve alta de 0,78%, atingindo 22.753,63 pontos.
Segundo a Capital Economics, a ata foi "um pouco mais agressiva do que o esperado", com diversos participantes defendendo uma abordagem cautelosa sobre futuras decisões de juros. Mesmo assim, o apetite por ações permaneceu elevado, especialmente nos setores de tecnologia e bancos.
No segmento bancário, destaque para Morgan Stanley, que subiu 2,9%, e Goldman Sachs, com alta de 1,9%. Ambos se recuperaram das perdas recentes relacionadas ao setor de inteligência artificial (IA), acompanhando o movimento positivo do mercado.
No setor de tecnologia, a Nvidia avançou 1,6% após anunciar uma parceria estratégica com a Meta, que também teve alta de 0,6%. O acordo envolve infraestrutura local, em nuvem e projetos de IA. Papéis da Palantir Technologies subiram 1,8%, enquanto Garmin e Cadence Design Systems dispararam 9,1% e 7,6%, respectivamente, em reação aos resultados corporativos.
Outro destaque do dia foi o depoimento do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, em um julgamento que pode definir se plataformas de mídia social devem ser responsabilizadas por danos a crianças, em meio ao aumento global de restrições ao setor.
Entre as empresas ligadas a commodities, Freeport-McMoRan e Newmont registraram ganhos próximos de 2%, acompanhando a valorização dos metais. No setor de energia, Exxon Mobil saltou 3,1% e Chevron avançou 1,8%, impulsionadas pela alta do petróleo Brent, que retomou o patamar de US$ 70 o barril em meio à escalada das tensões entre EUA e Irã.
Já as ações da Moderna dispararam 6,1%, após a FDA, agência regulatória dos EUA, aceitar o pedido de licença biológica para análise da vacina mRNA-1010 contra gripe sazonal, revertendo uma decisão anterior.