CARNAVAL 2026

Juliana Paes revela que pai com Alzheimer 'previu' retorno à Viradouro

Atriz conta como último desejo do pai influenciou sua volta como rainha de bateria da escola campeã do Rio

Publicado em 18/02/2026 às 21:55
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Juliana Paes retornou ao posto de rainha de bateria da Unidos do Viradouro após 17 anos, contribuindo para que a escola conquistasse o título do carnaval 2026 do Rio de Janeiro. A Vermelha e Branca de Niterói venceu com o enredo "Pra Cima, Ciça!", uma homenagem ao sambista Moacyr da Silva Pinto.

Um trecho de entrevista concedida por Juliana ao programa Sem Censura, da TV Brasil, em 2023, viralizou nas redes sociais nesta quarta-feira, 18. Na conversa, a atriz relatou a ligação entre o último desejo de seu pai, que sofria de Alzheimer, e sua volta à Viradouro.

"Ele falou assim na última vez que foi na minha casa: 'Fui lá na Viradouro e marquei uma reunião, porque você tem que voltar a desfilar'. Eu expliquei, com toda a paciência, que não era assim, que eu não desfilava mais na Viradouro", contou Juliana. O pai da atriz faleceu em 2024.

Posteriormente, ao assistir a um desfile da escola, Juliana se lembrou do pedido do pai na Marquês de Sapucaí. "Eu pensei: 'Caramba, meu pai teria vontade que eu voltasse'. Veio aquele flash de pensamentos", revelou.

Meses depois, Mestre Ciça fez o convite para que Juliana retornasse ao posto de rainha de bateria. Inicialmente, ela hesitou, acreditando que, aos 46 anos, não teria mais condições de desfilar na Sapucaí. No entanto, acabou aceitando. "Quando eu tive medo por causa da idade, foi aí que falei: 'Eu tenho que ir'", afirmou.

Homenagem ao sambista

No desfile campeão, a Viradouro contou a trajetória de Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, desde os tempos na Estácio de Sá até os dias atuais. O último título da escola havia sido em 2024.

O projeto da Viradouro na Sapucaí foi assinado por Tarcísio Zanon, com Wander Pires no microfone e o casal Julinho Nascimento e Rute Alves conduzindo o pavilhão em um desfile marcado pela emoção.

Como destaque, a bateria brilhou, especialmente do meio ao fim do desfile, quando os ritmistas se apresentaram em um grande carro alegórico, com Ciça à frente.

Outro momento emocionante foi a participação do carnavalesco Paulo Barros, reconhecido por seu trabalho em escolas como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Vila Isabel, como destaque em uma das alegorias.