Rio registra cinco atendimentos por hora devido ao calor no carnaval
Altas temperaturas levam foliões às UPAs e aumentam demanda por atendimento médico durante o Carnaval 2026 no Rio de Janeiro.
Durante o Carnaval 2026, as unidades de Pronto Atendimento (UPA) da rede estadual de saúde do Rio de Janeiro registraram, em média, cinco atendimentos por hora relacionados ao calor intenso. Os principais sintomas apresentados pelos pacientes incluíram dor de cabeça, tontura, náuseas, pele quente e seca, pulso acelerado, temperatura corporal elevada, distúrbios visuais, confusão mental, respiração rápida, taquicardia, desidratação, insolação e desequilíbrio hidroeletrolítico.
Os bairros de Realengo, Botafogo e Irajá lideraram o número de atendimentos por problemas decorrentes das altas temperaturas.
Notícias relacionadas:
- Carnaval terá chuva e calor em boa parte do país.
- Ideval Anselmo, ícone do carnaval paulista, morre aos 85 anos.
- Unidos do Viradouro é campeã do Carnaval do Rio de Janeiro.
De acordo com levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), entre os dias 13 e 17 de fevereiro, 647 pessoas procuraram as UPAs estaduais com sintomas relacionados ao excesso de calor.
No total, as 27 UPAs estaduais registraram 27.433 atendimentos durante o período de folia, um aumento de 2,05% em relação ao carnaval anterior. As principais queixas foram dores em geral e gastroenterite. As unidades de Mesquita, Campo Grande I e Nova Iguaçu (Botafogo) concentraram o maior número de pacientes.
O Samu 192 da capital, único do estado sob gestão da SES-RJ, contabilizou 3.262 atendimentos, com maior incidência nos bairros de Campo Grande, Centro, Copacabana, Santa Cruz e Guaratiba.
Os principais motivos de chamadas foram casos cardiovasculares, neurológicos e quedas da própria altura.