JUSTIÇA

CPMI do INSS antecipa para segunda o depoimento de Daniel Vorcaro

Empresário do Banco Master será ouvido sobre contratos de empréstimos consignados suspensos pelo INSS

Publicado em 19/02/2026 às 12:22
Depoimento de Daniel Vorcaro sobre contratos do Banco Master é antecipado pela CPMI do INSS

O depoimento do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi antecipado para a próxima segunda-feira (23), às 16h, no Senado Federal. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (19) pelo presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG).

A CPMI pretende ouvir Vorcaro sobre contratos de empréstimos consignados do Banco Master, que teriam sido suspensos pelo INSS devido à falta de comprovação da anuência dos aposentados.

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Segundo o senador Carlos Viana, o depoimento de Vorcaro, inicialmente previsto para a próxima quinta-feira (26), foi antecipado para dar prioridade aos trabalhos da CPMI. O parlamentar destacou que a comissão seguirá atuando "com firmeza, responsabilidade e celeridade, colocando a verdade acima de qualquer disputa política e a justiça acima de qualquer interesse circunstancial".

No último dia 5, a CPMI ouviu o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que explicou a decisão de não renovar o contrato do Banco Master para empréstimos consignados. Dos 324 mil contratos de crédito com aposentados, 251 mil não apresentavam a documentação exigida.

“Verificando a quantidade de reclamação dos nossos segurados, entendemos por bem não renovar o acordo de cooperação técnica em 18 de setembro, muito antes da liquidação do Master”, afirmou Waller Júnior.

O presidente do INSS também relatou que solicitou ao Banco Master a apresentação dos contratos de empréstimos consignados não protocolados no sistema da autarquia.

“Quando mostraram esses contratos, não havia os elementos mínimos para o controle: não constava o valor emprestado, taxa de juros, custo efetivo. E o mais grave: a assinatura eletrônica do segurado não era acompanhada do QR code, que permite certificar a autenticidade da assinatura.”

*Com informações da Agência Câmara