CENÁRIO ECONÔMICO

Economia da zona do euro mantém resiliência, mas enfrenta volatilidade, aponta BCE

Boletim do Banco Central Europeu destaca desafios globais, avanços em setores estratégicos e incertezas para inflação

Publicado em 19/02/2026 às 12:25
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A economia da zona do euro segue demonstrando resiliência diante de um ambiente global desafiador, segundo a nova edição do Boletim Econômico do Banco Central Europeu (BCE), publicada nesta quinta-feira, 19. O documento ressalta que a perspectiva para a região está mais incerta do que o habitual, em razão da instabilidade nas políticas comerciais e das crescentes tensões geopolíticas, fatores que contribuem para um cenário volátil.

O BCE destaca que o baixo desemprego, a solidez dos balanços do setor privado, o avanço gradual dos gastos públicos em defesa e infraestrutura, além dos efeitos positivos dos cortes anteriores nas taxas de juros, são elementos que sustentam o crescimento econômico. O setor manufatureiro, apesar dos desafios, permanece resiliente, enquanto o segmento de construção mostra impulso crescente, apoiado pelo investimento público.

Quanto à inflação, o boletim alerta que ela pode ser menor caso tarifas reduzam a demanda por exportações da zona do euro mais do que o previsto, ou se países com capacidade excedente ampliarem suas exportações para a região.

"Além disso, um euro mais forte pode reduzir a inflação além das expectativas atuais. Mercados financeiros mais voláteis e avessos ao risco podem pesar sobre a demanda e, assim, também reduzir a inflação", explica o BCE. Por outro lado, a inflação pode se elevar caso haja um aumento persistente nos preços da energia, por exemplo.

O banco central também observa que o aumento planejado nos gastos com defesa e infraestrutura pode pressionar a inflação no médio prazo. Eventos climáticos extremos e crises naturais podem elevar ainda mais os preços dos alimentos. Apesar desses riscos, o BCE reiterou sua determinação em garantir que a inflação se estabilize na meta de 2% no médio prazo.

O boletim aponta ainda que o investimento empresarial tende a se fortalecer, e pesquisas indicam que as empresas da região estão investindo cada vez mais em novas tecnologias digitais. O BCE enfatizou a necessidade urgente de fortalecer a zona do euro e sua economia diante do atual contexto geopolítico.