Presença militar dos EUA aumenta risco de ataque ao Irã, mas especialista ainda vê chance de paz
Especialista aponta que o acúmulo de forças norte-americanas eleva a tensão, mas solução diplomática ainda é possível.
A intensificação da presença militar dos Estados Unidos no Oriente Médio eleva o risco de um ataque ao Irã, mas ainda há espaço para negociações e uma solução pacífica, avalia o especialista militar Yury Lyamin, pesquisador sênior do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias (CAST), em entrevista à Sputnik.
Segundo Lyamin, Washington mobiliza uma grande força integrada na região, o que aumenta a possibilidade de uma ofensiva:
"Quanto mais forte se torna o acúmulo de forças dos EUA, maior a probabilidade de os EUA tentarem realizar um ataque imediato com mísseis de máxima intensidade contra a liderança e a estrutura de comando iraniana, postos de comando e centros de comunicação importantes, posições conhecidas de mísseis e entradas para bases subterrâneas de mísseis etc.", afirma Lyamin.
Apesar do cenário tenso, o especialista ressalta que ainda não está definido qual estratégia será adotada por Washington.
Como o Irã poderia responder?
"Para o Irã, qualquer atraso seria perigoso, e precisa fazer todos os esforços para detectar os primeiros sinais de um ataque dos EUA e lançar ataques retaliatórios ao primeiro indício de que as hostilidades começaram", alerta Lyamin.
Os Estados Unidos mantêm uma extensa rede de bases militares no Oriente Médio, com presença estratégica no Catar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque — incluindo o Curdistão Iraquiano —, além de posições importantes na Turquia e Jordânia. Essa estrutura amplia a capacidade de resposta rápida e projeção de força dos EUA na região.
Em caso de conflito, a expectativa é que o Irã ataque todas as bases norte-americanas ao alcance de seus mísseis e drones, segundo o especialista.
Por Sputnik Brasil