Lucro da Nutrien cresce 392% no 4º trimestre, para US$ 580 milhões
Desempenho impulsionado por preços e volumes de potássio; receita sobe 5% e Ebitda ajustado avança 21%
A canadense Nutrien, uma das maiores companhias globais do setor de fertilizantes, registrou lucro líquido de US$ 580 milhões no quarto trimestre de 2025, conforme divulgado nesta quarta-feira, 18, após o fechamento do mercado financeiro. O resultado representa um crescimento expressivo de 392% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa havia lucrado US$ 118 milhões. O lucro por ação subiu de US$ 0,23 para US$ 1,18.
Segundo a Nutrien, o forte aumento do lucro foi impulsionado principalmente por preços de venda mais altos e maiores volumes comercializados de potássio, embora tenha havido compensação parcial devido à redução nos volumes de vendas de nitrogênio e a resultados mais fracos no segmento de varejo.
No critério ajustado, o lucro por ação chegou a US$ 0,83, frente a US$ 0,31 um ano antes. Já a receita líquida da companhia cresceu 5% na comparação anual, totalizando US$ 5,34 bilhões.
O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 21%, atingindo US$ 1,277 bilhão.
No segmento de varejo, Nutrien Ag Solutions, as vendas recuaram 1% no trimestre, para US$ 3,144 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado do setor caiu 9%, fechando em US$ 311 milhões.
A receita com potássio saltou 37%, para US$ 736 milhões, e o Ebitda ajustado do segmento avançou 53%, chegando a US$ 445 milhões. No segmento de nitrogênio, as vendas cresceram 11%, somando US$ 1,093 bilhão, com Ebitda ajustado também em alta de 11%, para US$ 521 milhões. Em fosfatados, a receita aumentou 17%, alcançando US$ 483 milhões, e o Ebitda ajustado subiu 24%, para US$ 107 milhões.
"A maior produção global de grãos e oleaginosas em 2025 elevou a relação estoque/uso para níveis próximos das médias históricas e resultou em significativa remoção de nutrientes do solo. A forte demanda por alimentos, ração e biocombustíveis deve sustentar a necessidade de maior produção agrícola global e, consequentemente, de insumos para as lavouras", avaliou a Nutrien em comunicado.
Nos Estados Unidos, a empresa projeta que a área total plantada em 2026 se mantenha estável em relação a 2025, com estimativa de 38 milhões a 38,85 milhões de hectares de milho e 34 milhões a 34,80 milhões de hectares de soja. Este cenário tende a impulsionar a demanda por insumos agrícolas no primeiro semestre de 2026, segundo a companhia.
Para o Brasil, a Nutrien espera que a área de milho safrinha cresça entre 3% e 5%. O aumento da área plantada deve sustentar a demanda por insumos, embora questões financeiras possam levar produtores a adotar compras mais próximas do uso (just-in-time) e a migrar para produtos nitrogenados e fosfatados de menor concentração, aponta a empresa.
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