DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Trump rebate críticas e defende Conselho de Paz como aliado da ONU

Ex-presidente dos EUA afirma que novo órgão busca resultados concretos para Gaza e nega rivalidade com as Nações Unidas.

Por Trump rebate críticas e defende Conselho de Paz como aliado da ONU Publicado em 19/02/2026 às 13:34
Trump classificou operação militar como 'incrível ' © ANSA/EPA

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu às críticas de que o recém-criado Conselho de Paz poderia atuar como rival das Nações Unidas, afirmando que a iniciativa tem como objetivo promover resultados concretos para Gaza e outros conflitos globais. “Chama-se Conselho de Paz. É uma palavra fácil de dizer, mas difícil de produzir: paz”, declarou Trump na abertura do encontro inaugural, realizado em Washington.

Durante o evento, Trump anunciou que nove países — Casaquistão, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bahrein, Catar, Arábia Saudita, Usbequistão e Kuwait — prometeram um total de US$ 7 bilhões para um pacote de ajuda a Gaza. O valor supera os US$ 5 bilhões previstos antes da reunião, mas ainda representa apenas uma fração dos cerca de US$ 70 bilhões estimados para a reconstrução do território após dois anos de guerra. “Cada dólar gasto é um investimento em estabilidade”, destacou Trump.

O ex-presidente também anunciou um aporte de US$ 10 bilhões dos EUA ao Conselho, embora não tenha detalhado a destinação dos recursos. Ele adiantou ainda que os países-membros deverão anunciar compromissos para o envio de milhares de agentes a uma força internacional de estabilização.

A ampliação do escopo do Conselho, inicialmente concebido como parte de um plano de paz para Gaza e agora com ambições globais, tem causado apreensão no cenário diplomático. Trump declarou nesta semana esperar que a ONU “entre em ação” e reiterou que a organização “tem grande potencial” ainda não realizado.

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou que, no âmbito internacional, cabe principalmente à ONU gerir situações de crise. Na véspera do encontro do Conselho de Paz, o Conselho de Segurança da ONU antecipou uma reunião para discutir o cessar-fogo em Gaza e a situação nos territórios palestinos.

Parte dos aliados preferiu não aderir formalmente à iniciativa, participando apenas como observadores, enquanto integrantes do governo americano rebateram questionamentos. A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou o Conselho como uma organização “legítima”, e o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, enfatizou que o grupo “não está falando, está fazendo”.

Com informações da Associated Press.