ECONOMIA

Índice de confiança do consumidor atinge maior nível em 18 meses, aponta Ipsos

Pesquisa indica otimismo dos brasileiros com situação atual, apesar de queda nas expectativas futuras

Publicado em 19/02/2026 às 14:31
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O índice de confiança do consumidor, medido pela Ipsos, alcançou em janeiro o maior patamar dos últimos 18 meses. O indicador subiu 1,9 ponto em relação a dezembro, chegando a 55,1, nível considerado otimista.

De acordo com a empresa de pesquisa, o avanço foi impulsionado pela melhora na percepção dos brasileiros sobre a situação atual, o que aumentou a disposição para consumir. Apesar disso, as expectativas para os próximos seis meses recuaram, mas ainda permanecem no campo do otimismo.

O chamado "termômetro do presente", que avalia a percepção sobre a situação financeira pessoal, economia e emprego, registrou alta de 4,2 pontos em relação a dezembro, chegando a 49,4.

A segurança no emprego atual foi apontada por 54,6% dos entrevistados, um aumento de 4 pontos percentuais em um mês. Esse resultado contribuiu para a elevação do "termômetro do bolso" — que mede a confiança para compras e investimentos — em 3 pontos, atingindo 53,5. Quase metade dos consumidores (48,6%) demonstrou confiança para realizar compras de grande valor, como imóveis e carros, ante 41,6% em dezembro.

Por outro lado, as expectativas para a situação futura das finanças pessoais, economia e emprego caíram 1,8 ponto, mas seguem em nível otimista, com 64,1 pontos. A expectativa de melhora na situação financeira caiu de 67,9% para 61,4%.

"O brasileiro se sente mais seguro no emprego hoje e acredita que sobrou um pouco mais de dinheiro no bolso agora. Por isso, a 'coragem de gastar' aumentou. É como se o consumidor dissesse: 'vou aproveitar para realizar meus planos agora, porque não sei como estará o cenário daqui a seis meses'", afirma Rafael Lindemeyer, diretor sênior da Ipsos.

A pesquisa é realizada mensalmente pela Ipsos em 30 países. Os dados divulgados foram coletados entre 24 de dezembro e 9 de janeiro.