Dieese aponta que 94% dos reajustes salariais superam a inflação em janeiro
Levantamento mostra que maioria dos acordos coletivos garantiu ganhos reais aos trabalhadores; apenas 1,9% registraram perdas.
A variação real média dos reajustes salariais em janeiro foi de 2,12%, com 94% dos acordos garantindo ganhos acima da inflação de 4,3%, segundo levantamento do Dieese. Os dados consideram 364 acordos e convenções coletivas registrados no medidor do Ministério do Trabalho e Emprego até 2 de fevereiro. Trata-se do melhor resultado para uma data-base nos últimos 12 meses.
Reajustes iguais à inflação foram observados em 4,1% dos casos, enquanto apenas 1,9% dos acordos resultaram em perdas para os trabalhadores. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE, foi utilizado como referência para a análise, acumulando alta de 4,3% nos 12 meses até janeiro.
A variação real média dos reajustes mantém a tendência de alta observada desde setembro de 2023.
“Em certa medida, os resultados refletem o efeito de dois fatores: a queda nas taxas de inflação, observada desde o último trimestre de 2023, e a política de valorização do salário mínimo, que fez com que o piso nacional fosse reajustado em 6,79% em janeiro”, destaca o Dieese em nota.
Após uma sequência de queda no valor do reajuste necessário, o índice voltou a subir para as negociações com data-base em fevereiro: passou de 3,90%, em janeiro, para 4,30%. O reajuste necessário corresponde à variação acumulada do INPC nos 12 meses anteriores à data-base.
Entre os 364 reajustes analisados em janeiro, apenas dois (0,5%) foram pagos de forma parcelada; os demais foram quitados em parcela única na data-base.
O estudo do Dieese contempla reajustes conquistados por trabalhadores celetistas do setor privado e de empresas estatais, não abrangendo servidores estatutários nem trabalhadores do mercado informal.