Deputados da Argentina aprovam reforma trabalhista, que retorna ao Senado
Projeto do governo Milei passa com margem apertada e volta para análise dos senadores após alterações.
A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira (20), a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei. O texto recebeu 135 votos favoráveis e 115 contrários.
Como o projeto sofreu alterações durante a tramitação na Câmara, ele será novamente submetido ao Senado, que já havia aprovado uma versão anterior no último dia 12.
Em publicação na rede social X, o gabinete do presidente argentino comemorou o resultado: "A aprovação da lei significa criação de emprego registrado, menor informalidade, normas trabalhistas adaptadas ao século XXI, menor burocracia, maior dinamismo nas relações trabalhistas e, o mais importante de tudo, o fim da indústria do litígio na República Argentina", destacou o comunicado.
Por outro lado, o deputado oposicionista Máximo Kirchner criticou a aprovação e classificou a nova legislação como "um novo capricho do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao qual o presidente não pode dizer não". O FMI já manifestou apoio à reforma.
Sindicatos argentinos organizaram manifestações e greves em protesto contra as mudanças propostas pelo governo.