Dólar recua alinhado ao exterior antes de divulgação de dados dos EUA
Moeda americana cede após dois dias de alta, acompanhando movimento internacional e à espera de indicadores econômicos norte-americanos.
Apesar da cautela internacional devido a tensões geopolíticas, o mercado de câmbio passa nesta sexta-feira, 20, por ajustes técnicos e movimento de realização, após dois dias consecutivos de alta do dólar no exterior.
Na abertura do mercado à vista, a moeda americana recua, acompanhando o viés de baixa observado em outros pares desenvolvidos e em algumas das principais moedas emergentes ligadas a commodities.
Os juros futuros permanecem estáveis, mesmo diante da queda do dólar e dos rendimentos dos Treasuries de longo prazo, refletindo a expectativa dos investidores pela divulgação de uma agenda intensa de indicadores nos Estados Unidos, especialmente o PIB e o índice de inflação PCE.
Houve um atraso na abertura dos ativos locais, motivado por problemas na atualização de dados na B3, situação que já foi normalizada.
Na agenda nacional, a taxa de desemprego registrou queda significativa em seis das 27 unidades da Federação no quarto trimestre de 2025. Os menores índices foram observados em Santa Catarina (2,2%), Espírito Santo (2,4%), Mato Grosso do Sul (2,4%) e Mato Grosso (2,4%).
O Ministério da Gestão e Inovação publicou uma portaria que altera as regras das consignações em folha para servidores federais, com vigência a partir de 14 de abril de 2026. A nova norma estabelece um capítulo específico para descontos sindicais e endurece as exigências para a formalização de empréstimos consignados.
No cenário internacional, embora não haja anúncio oficial de ofensiva dos Estados Unidos, ações recentes da Casa Branca e do Pentágono indicam preparação para uma resposta rápida ao Irã, caso a via diplomática seja considerada esgotada.
O chanceler russo Sergey Lavrov discutiu com o ministro iraniano Seyed Abbas Araghchi o programa nuclear do Irã e reafirmou o apoio de Moscou a uma solução diplomática. O posicionamento ocorre enquanto Irã, China e Rússia realizam exercícios navais conjuntos no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico.
No Japão, a inflação desacelerou em janeiro: o núcleo do índice subiu 2,0% em 12 meses, ante 2,4% em dezembro, abrindo espaço para o Banco do Japão avaliar o ritmo de alta dos juros.