Inflação desacelera no Japão em janeiro e amplia margem de ação do Banco Central
Índice de preços ao consumidor avança 2,0% no início de 2026, menor ritmo em relação ao mês anterior, e abre espaço para decisões do BoJ.
Os preços ao consumidor no Japão registraram alta mais moderada em janeiro de 2026, abrindo espaço para o Banco do Japão (BoJ) avaliar seus próximos passos de política monetária. Segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (20), a inflação ao consumidor, excluindo os preços voláteis de alimentos, avançou 2,0% em relação ao mesmo período do ano anterior, abaixo do aumento de 2,4% registrado em dezembro.
O resultado ocorre em meio à expectativa sobre o momento do próximo ajuste na taxa de juros do banco central japonês. Apesar de um iene desvalorizado elevar o custo das importações, as pressões inflacionárias vêm perdendo força, especialmente devido à queda nos preços de energia e à moderação nos aumentos dos alimentos. A próxima reunião do BoJ está marcada para os dias 18 e 19 de março.
O plano da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, de suspender por dois anos o imposto sobre vendas nacional de alimentos e bebidas pode adicionar incertezas ao cenário inflacionário, justamente quando o BoJ busca estimular um crescimento pautado na demanda e elevar gradualmente as taxas de juros.
Embora a redução de impostos tenda a aliviar os preços no curto prazo, há o risco de estimular o consumo e aquecer excessivamente a economia, o que poderia, posteriormente, reacender as pressões inflacionárias.
Fonte: Dow Jones Newswires.
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