ECONOMIA INTERNACIONAL

Lucro da Deere recua 25% no 1º trimestre fiscal, mas receita global avança

Fabricante de máquinas agrícolas registra queda no lucro, mas vê crescimento em vendas e aposta em recuperação para 2026.

Publicado em 20/02/2026 às 10:29
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Deere & Co., fabricante norte-americana de máquinas agrícolas, registrou lucro líquido de US$ 656 milhões, ou US$ 2,42 por ação, no primeiro trimestre do ano fiscal de 2026, encerrado em 1º de fevereiro. O resultado representa uma queda de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi de US$ 869 milhões, ou US$ 3,19 por ação.

A receita mundial, que engloba vendas líquidas e financeiras, alcançou US$ 9,611 bilhões, um aumento de 13% em comparação ao intervalo correspondente do ano fiscal anterior.

As vendas líquidas das operações de equipamentos somaram US$ 8,001 bilhões no trimestre, frente a US$ 6,809 bilhões registrados um ano antes.

Na divisão de Produção e Agricultura de Precisão, as vendas cresceram 3%, totalizando US$ 3,163 bilhões, impulsionadas pela conversão cambial. Entretanto, o lucro operacional do segmento recuou 59%, impactado por tarifas mais elevadas, mix de vendas desfavorável e maiores despesas com garantia.

O segmento de Pequena Agricultura e Jardinagem apresentou alta de 24% nas vendas, atingindo US$ 2,168 bilhões, enquanto o lucro operacional avançou 58%. Já em Construção e Silvicultura, as vendas cresceram 34%, para US$ 2,670 bilhões, com o lucro operacional registrando expressiva alta de 111%.

Para o ano fiscal de 2026, a Deere projeta lucro líquido entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5,0 bilhões. A estimativa considera uma retração de 15% a 20% nas vendas da indústria de grande agricultura nos Estados Unidos e Canadá.

“Embora a indústria global de grande agricultura continue enfrentando desafios, estamos encorajados pela recuperação em andamento na demanda dentro dos segmentos de construção e pequena agricultura”, afirmou em nota o CEO da John Deere, John May. Segundo o executivo, esses sinais positivos reforçam a confiança de que 2026 marcará o fundo do ciclo atual, estabelecendo uma base sólida para um crescimento acelerado nos próximos anos.