POLÍTICA INTERNACIONAL

Trump afirma que revisará acordos comerciais após decisão da Suprema Corte sobre tarifas

Ex-presidente dos EUA diz que acordos impactados por decisão judicial serão substituídos e sinaliza possíveis tarifas mais altas.

Publicado em 20/02/2026 às 16:42
Trump afirma que revisará acordos comerciais após decisão da Suprema Corte sobre tarifas Reprodução

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que parte dos acordos comerciais firmados sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) poderá ser revista após a decisão da Suprema Corte que invalidou o uso da lei para impor tarifas. "Muitos dos acordos comerciais permanecem, alguns não. Eles serão substituídos", afirmou Trump, acrescentando que os acordos que não puderem ser mantidos "serão substituídos".

Em seguida, Trump esclareceu que "todos os acordos comerciais estão em vigor, só estamos fazendo de forma diferente", referindo-se à necessidade de reestruturar a política comercial diante do revés judicial.

O ex-presidente reconheceu que alguns entendimentos negociados com base na IEEPA "não são mais válidos", mas ressaltou que o acordo com a Índia permanece inalterado.

Trump reforçou que tarifas que eventualmente não puderem ser mantidas serão substituídas por outras medidas e sinalizou a possibilidade de taxas mais elevadas. "Tarifas potencialmente mais altas. Elas podem ser o que quisermos. As taxas tarifárias serão muito razoáveis para as nações", declarou.

A decisão da Suprema Corte, por 6 votos a 3, determinou que a IEEPA não autoriza o presidente a impor tarifas, reforçando que o poder de instituir tributos é prerrogativa do Congresso. O julgamento, contudo, não afeta outras bases legais previstas na legislação comercial.

Em meio à reconfiguração da estratégia, Trump voltou a defender juros "substancialmente mais baixos" pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e, no cenário internacional, enviou um recado ao Irã: "é melhor vocês negociarem um acordo conosco".